quarta-feira, 30 de dezembro de 2009

A Lista de Ouro dos Links sobre Redes Sociais nas Empresas

Edu Vasques do Pérolas não é Papai Noel (as vezes o bigodão da fotografia engana), mas ele deu um presente de Natal para quem gosta e estuda redes sociais nas empresas. Ele publicou um post com links valiosíssimos. Dá prá gastar o ano inteiro de 2010 estudando todo o material. Vai lá e invista em seu conhecimento no post "Lição de Casa" do Pérolas.

Eu até tentei separar os links mais essenciais, escolher os mais relevantes, mas juro que todos são importantes e merece sua visita. Vale a pena escarafunchar. Vai fundo.

Aliás, se tiver tempo, vasculha o Pérolas todo. Vai valer a pena também escarafunchá-lo. Eu agarantium !!

Edu, valeu.


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domingo, 20 de dezembro de 2009

Essas maravilhosas empresas sonhadoras e seus fantásticos canos furados

Eu lembro muito bem de um filme chamado "Esses Homens Maravilhosos e Suas Máquinas Voadoras". Você não conhece? Vale a pena assistir. O filme é antigo mas é muito bom. Sempre adorei o título de filme e usei-o como inspiração para o título deste post.

Num evento recente, onde eu participava de uma discussão sobre como incrementar o ambiente colaborativo nas empresas (liberdade para as redes sociais!!!), mais uma vez surgiu a velha e tradicional pergunta sobre como controlar a informação, aquela costumeira preocupação do vazamento de dados e informações estratégicas via redes sociais nas empresas.

A minha resposta foi uma pergunta. Indaguei: "Mas, hoje, a sua empresa controla alguma coisa?"

sexta-feira, 18 de dezembro de 2009

Entrevista para A Voz do Marketing

A Voz do Marketing tem sido um espaço interessante na apresentação e discussão das novidades e tendências nas áreas de comunicação e marketing. Por isso, ao ser convidado pelo Ricardo Marques para dar uma entrevista, eu me senti envaidecido e aceitei imediatamente. Gosto muito da forma como o Ricardo desenvolve o portal, ele sempre explora o marketing digital, o que me interessa muito por ser conversa constante em todas as empresas. Foi muito legal contar um pouco da IBM, da nossa visão de um planeta mais inteligente e do uso da novas mídias e redes sociais.

Acesse AQUI a Voz do Marketing e veja abaixo a entrevista. O duro deve ter sido editar uma entrevista de mais de 30 minutos em apenas 10 minutinhos...

A Voz do Marketing - IBM from A Voz do Marketing on Vimeo.



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terça-feira, 15 de dezembro de 2009

Os riscos de se associar uma marca a uma pessoa - caso Tiger Woods

Em fev/2009, eu publiquei um post chamado "Os riscos de se associar uma marca a uma pessoa - caso Michael Phelps", onde apresentei uma história pessoal e o caso Michael Phelps. O post gerou muitas conversas e você precisa acessá-lo antes de seguir em frente na leitura. Acesse AQUI.

A novidade é o caso Tiger Woods que ocupa o noticiário em todo mundo. O escândalo de infidelidade conjugal do maior jogador de golfe americano de todos os tempos vem causando sérios impactos em seus patrocinadores diretos. Ele era considerado, tal como Michael Phelps, um exemplo de atleta, cidadão e ser humano. Todo mundo queria se associar a ele. Agora os patrocinadores estão de cabelo em pé, tendo que gerenciar uma situação improvável e complicada. Como desvincular suas marcas de todo esse acontecimento?

sexta-feira, 11 de dezembro de 2009

Você é feliz no trabalho?

Você é feliz no trabalho? Quantas vezes você já ouviu esta pergunta? É duro respondê-la, né? Quase sempre a resposta é longa e pouca assertiva. As pessoas dão a maior volta para responder.

Mas eu tenho outra pergunta: Quem disse que a gente ter que ser feliz no trabalho?

O jornal O Globo, na edição de 15 de Novembro, no caderno Boa Chance, publicou uma excelente entrevista com Alain de Botton, autor de um livro recentemente publicado chamado "Os prazeres e desprazeres do trabalho". Gostei muito do conteúdo da entrevista pois trouxe "insights" bacanas sobre um tema que sempre é polêmico: a tal felicidade no trabalho.

Eu não tenho opinião sobre essa discussão, mas selecionei algumas partes interessantes da entrevista que deixa a gente encucado.

terça-feira, 8 de dezembro de 2009

A ousadia jovem que transforma a cultura organizacional

Texto meu publicado no blog Foco em Gerações que reproduzo abaixo.

Era uma grande empresa, com milhares de funcionários, que estava numa curva de acentuado crescimento e contratando muita gente nova, especialmente da geração Y. Um dos programas existentes era uma reunião de boas-vindas, que ocorria pelo menos uma vez por mês. Os novos contratados eram chamados ao auditório para assistirem algumas apresentações sobre a empresa, sua organização e história.

Havia vários apresentadores e, na maioria das vezes, o presidente aparecia para falar um pouco da história, falava muito sobre os fundamentos da empresa, do passado e de como a empresa havia crescido nas últimas décadas, sempre com bases sólidas e valores fortes. O presidente costumava terminar sua apresentação segurando em suas mãos um livro sobre a história da empresa, cheio de fotografias e fatos históricos. Daí ele fazia uma pergunta para platéia, e quem respondesse acabava ganhando o livro, motivo de orgulho do presidente e de seu time executivo.

Um dia, num desses encontros, o presidente já estava terminando a apresentação, quando fez a tal pergunta.

sexta-feira, 4 de dezembro de 2009

O Paradoxo da Comunicação Interna

Texto meu publicado no Nós da Comunicação que reproduzo abaixo.

Os novos tempos trouxeram desafios enormes para a comunicação interna das empresas. Há uma década o papel da comunicação interna era comunicar, informar. Hoje, a responsabilidade é maior: é formar, capacitar e influenciar. Numa perspectiva mais ousada, poderíamos até dizer que a comunicação interna pretende formar o profissional do futuro que qualquer empresa deseja, ou seja, um colaborador mais engajado, conhecedor da estratégia da organização, cúmplice e influenciador representativo no mercado.

Eu sei que muitos dirão que estou confundindo o papel da Comunicação com Recursos Humanos, mas pergunto a vocês: já não está tudo misturado? A nova dinâmica das empresas impõe novas formas de desenvolvimento do colaborador e o rompimento de antigos paradigmas.

Esse é o paradoxo da comunicação interna nas empresas:

Desenvolver uma comunicação mais inspiradora, estratégica, visionária, de formação e de médio/longo prazo ou... buscar uma comunicação mais pragmática, factual, de informação e de curto prazo.

terça-feira, 1 de dezembro de 2009

Certo ou Errado? Justiça condena dono de blog por comentário de internauta

Dentro do capítulo "Use as redes sociais com moderação. A vítima pode ser você", existe um caso emblemático que bombou na web nas últimas duas semanas. Falo do caso do blogueiro autor do blog Liberdade Digital, www.liberdade.blogueisso.com , que está sendo condenado pela justiça a pagar 16 mil reais por um comentário em seu blog.

Você não conhece o caso? Então leia o resumo no parágrafo abaixo.

O caso começou em março de 2008, quando o universitário blogueiro publicou em seu blog um post sobre uma briga entre dois estudantes de um colégio em Fortaleza. Um internauta postou um comentário insultando a diretora do colégio, que é freira, criticando a sua atuação na intermediação da briga dos estudantes. Meses depois, a diretora do colégio abriu uma ação por danos morais contra o blogueiro. Entre as idas e vindas das várias audiências, o juiz, na quinta audiência, aceitou a ação e o condenou ao pagamento de 40 salários mínimos. Existem detalhes adicionais interessantes para entender bem o contexto. Acesse os dois links abaixo para conhecer tais detalhes.

Jornal O Globo: Dono de blog é condenado a pagar R$ 16mil por comentário de internauta

Blog Silenzio: A Justiça é mais cega na blogosfera

Eu tentei acessar o comentário que gerou toda a polêmica, mas ele já foi removido pelo autor do blog.

sexta-feira, 27 de novembro de 2009

Retenção de Talentos 2.0

Texto meu publicado no blog Foco em Gerações que reproduzo abaixo.

De um tempo para cá, e isso foi criado pela própria mídia, basta a gente colocar um “2.0” no final de qualquer coisa e tudo parece que fica mais moderno. O fato é que o “2.0” tem uma ligação quase instantânea com a geração Y, a chamada geração do milênio. O “2.0” nos leva a pensar em interatividade, online, integração e colaboração.

Existem toneladas de artigos na imprensa e na web a respeito da geração Y. A grande maioria delas falando sobre as características, desejos e ansiedades dessa nova geração. O que me incomoda é que existem poucos relatos de experiências e práticas. Só vejo muita teoria. Seria ótimo se pudéssemos ver mais relatos de casos práticos nas empresas com esse pessoal, independentemente se bem ou mal sucedidos. Teríamos uma oportunidade enorme de aprendizado se cada um de nós, gestores das empresas, compartilhássemos mais algumas experiências.

Um dos maiores desafios da nova geração nas empresas é a RETENÇÃO DE TALENTOS. Atender essa juventude ansiosa, apressada, ambiciosa e sedenta por novas experiências é algo complicado. Essa é uma luta constante que temos na IBM Brasil onde temos contratado uma média de 10 novos profissionais por dia nos últimos 3 anos, considerando que mais da metade da força de trabalho de quase 20 mil colaboradores têm menos de 30 anos de idade.

Um dos bons materiais que já vi sobre isso é o livro “Keeping Good People Strategies for Solving the Dillema of the Decade”, lançado no Brasil pela Makron Books, cujo autor é Roger Herman. O livro é muito bom pois apresenta uma lista completa de sugestões e atenções que devemos ter para reter os talentos com que trabalhamos. É quase uma bíblia para mim.

Para facilitar as coisas, eis abaixo o resumo do livro. Obviamente que é um menu no qual cada um vai pinçar o que achar mais adequado. Senti falta de algo que considero fundamental para os talentos da geração do milênio: o fomento de atividades ligadas ao meio ambiente, responsabilidade social e cidadania. Essa nova geração é muito conectada a isso e, portanto, o desenvolvimento de iniciativas ligadas à cidadania ajuda muito na retenção dos jovens talentos.

Good luck!!!

Retenção de Talentos
Sumário do livro: Keeping Good People Strategies for Solving the Dillema of the Decade – Makron Books - Autor: Roger Herman

ESTRATÉGIAS AMBIENTAIS

COMPARTILHE UMA VISÃO COMUM
Defina com clareza uma visão que todos os funcionários possam seguir. Faça do processo de redação da visão um trabalho de equipe. As pessoas apóiam o que ajudaram a criar.

VALORIZE CADA INDIVÍDUO
Reconheça o que cada pessoa é e o que ela pode se tornar. Valorize as contribuições que cada um faz à organização e aos colegas.

TRABALHE COMO UMA EQUIPE
Assim, uma quantidade maior de trabalho pode ser realizada. Encoraje a cooperação, o networking, o compartilhamento e a camaradagem.

PROPORCIONE ESTABILIDADE, SEGURANÇA E RISCO
Organizações que valorizam demais a estabilidade tornam-se lentas, resistentes à mudança e ao crescimento. As que valorizam demais o risco tornam-se vulneráveis. Estabeleça um equilíbrio razoável entre risco e estabilidade.

PROÍBA QUALQUER TIPO DE DISCRIMINAÇÃO
Se as pessoas acreditam que estão sendo discriminadas, elas deixarão a empresa em busca de um ambiente mais receptivo.

FACILITE UMA SENSAÇÃO FAMILIAR
Em uma família, as pessoas estabelecem fortes alianças entre si e compartilham responsabilidades.

LEALDADE É UMA VIA DE MÃO DUPLA
Se você espera que as pessoas sejam leais a você, deve ser leal a elas. Apoie-as quando precisarem de ajuda. Seja compreensivo quando alguém erra de maneira honesta.

ESTAMOS AQUI PARA O CLIENTE
As empresas de sucesso são aquelas orientadas para o cliente. Dê autoridade aos funcionários para que façam a coisa certa pelo cliente.

TORNE O TRABALHO DIVERTIDO
Funcionários felizes são funcionários produtivos. Crie e mantenha um ambiente onde as pessoas possam gostar de trabalhar.

NÃO TOLERE PESSOAS INADEQUADAS
Muitas vezes, temos a tendência de não despedir funcionários inadequados na hora certa.

ESTABELEÇA POLÍTICAS CLARAS E ADMINISTRE-AS DE MANEIRA UNIFORME
As pessoas devem compreender exatamente quais são as políticas da empresa, porque foram estabelecidas e com que rigidez serão aplicadas.

OFEREÇA OPORTUNIDADES DE CRESCIMENTO
Se não houver oportunidades na sua empresa, os funcionários irão, naturalmente, buscá-las em outro lugar.

PARTILHE INFORMAÇÃO
Estabeleça uma política clara para proporcionar às pessoas as informações que necessitam para tomar decisões e concretizar suas tarefas.

ESCOLHA OS FUNCIONÁRIOS COM CUIDADO
Na contratação, conduza entrevistas e verifique referências para identificar as pessoas com poucas chances de êxito no cargo.

EQUIPE AS PESSOAS PARA QUE SEJAM PRODUTIVAS
Dê às pessoas o que necessitam para atingir sua produtividade máxima e elas darão os resultados que você espera.

RESPONDA ÀS QUEIXAS COM SOLUÇÕES
Quando alguém reclamar de algo, responda com rapidez, interesse e empatia.

ESTRATÉGIAS DE RELACIONAMENTO

COMPREENDA OS VALORES E PADRÕES ÉTICOS
Cada um de seus funcionários cresceu aprendendo um certo conjunto de valores. As pessoas cujos valores conflitam com os de outras pessoas da empresa poderão sair em busca de um ambiente mais favorável.

RESOLVA OS CONFLITOS
Aja imediatamente em resposta a conflitos que se desenvolvam entre seus funcionários.

OFEREÇA RECONHECIMENTO
Demonstre reconhecimento e dê crédito pelo bom trabalho das pessoas, regularmente.

EQUILIBRE O ELOGIO E A CRÍTICA
O excesso faz com que o elogio perca seu impacto e que a crítica faça as pessoas associarem sentimentos negativos ao ambiente de trabalho.

SEJA ACESSÍVEL
Uma política de portas abertas é boa, se as pessoas se sentem confortáveis para entrar em sua sala. Caso contrário, quebre a formalidade para que os membros de sua equipe conversem com você.

DÊ O EXEMPLO
Se você é um líder, por posição ou por relacionamentos, as outras pessoas irão observar suas ações e seguir sua liderança.

NÃO CRITIQUE AS PESSOAS O TEMPO TODO
Os bons funcionários sentem que são competentes em seu trabalho. Se você quiser saber como as tarefas estão progredindo, peça às pessoas que informem de maneira positiva.

ESTRATÉGIAS ORIENTADAS À TAREFAS

REMOVA BARREIRAS AO CUMPRIMENTO DE TAREFAS
Ouça seu pessoal com atenção para identificar barreiras percebidas. Remova essas barreiras imediatamente.

AJUSTE AS TAREFAS EM FUNÇÃO DAS HABILIDADES, PONTOS FORTES E TALENTOS
Cada indivíduo possui um conjunto único de conhecimentos, habilidades e atitudes. Para utilizar esses recursos, permita aos funcionários modificar a forma como o trabalho é feito.

MANTENHA AS PROMESSAS
Se tiver que fazer algo diferente do que as pessoas esperam, explique a mudança. A perda de credibilidade leva à perda de lealdade.

DEFINA PAPÉIS
Para ter o desempenho esperado, as pessoas precisam ter suas responsabilidades definidas com clareza.

DEFINA RESPONSABILIDADES
Ao atribuir responsabilidade por uma tarefa, atribua também a responsabilidade pelo resultado final. Percebendo que suas reputações estão em jogo, os bons funcionários superam as expectativas.

DEFINA AUTORIDADES
As pessoas trabalham melhor quando têm o poder de tomar decisões, acessar informações, controlar recursos e planejar como o trabalho será feito.

ENCORAJE A INICIATIVA
Para que as pessoas tomem a iniciativa, elas devem acreditar que possuem responsabilidade e autoridade.

SAIBA O QUE AS PESSOAS ESTÃO FAZENDO
As empresas perdem bons funcionários quando eles não sentem interesse por parte da gerência no que estão fazendo. Permaneça envolvido.

RESPONDA QUANDO SOLICITAREM APROVAÇÃO OU ORIENTAÇÃO
As pessoas recorrem a seus superiores e pessoas a quem valorizam para obter feedback.

VALORIZE O TRABALHO ROTINEIRO E CONSISTENTE
Agradeça às pessoas que realizam seu trabalho de maneira confiável e consistente.

FAÇA CONTRATOS DE DESEMPENHO
Defina verbalmente o que um funcionário deve fazer sob contrato para você e para a empresa e que remuneração, benefícios e outros apoios lhe serão oferecidos em troca.

ESTRATÉGIAS DE REMUNERAÇÃO

DEMONSTRE O VALOR PLENO DA REMUNERAÇÃO
A maioria dos funcionários não vê o quadro geral das compensações monetárias e não-monetárias de seu trabalho. Ofereça-lhes informações detalhadas.

OFEREÇA OPORTUNIDADES DE INCENTIVO
Maximize o desempenho das pessoas criando oportunidades de incentivo em todos os níveis da organização, relacionados ao nível de responsabilidade ou contribuição.

REMUNERE OS FUNCIONÁRIOS DE ALTO POTENCIAL / BAIXA HABILIDADE COM UM SISTEMA BASEADO EM HABILIDADES
Quanto mais habilidades um funcionário acumula, maior deverá ser sua remuneração. Os ganhos per capita nesse sistema são altos, mas são compensados pelo aumento de produtividade e qualidade.

ESTRATÉGIAS DE DESENVOLVIMENTO PESSOAL

OFEREÇA MATERIAIS DE APRENDIZADO PARA CRESCIMENTO PESSOAL
Disponibilize materiais de aprendizado para que os funcionários continuem seu desenvolvimento pessoal e/ou profissional.

FAÇA COM QUE OS TREINANDOS REPASSEM SEU APRENDIZADO A OUTROS
Quando sua empresa financia um curso externo para um funcionário, convide-o a partilhar os principais pontos aprendidos com as outras pessoas.

AUXILIE AS PESSOAS A CRESCER NO EMPREGO
Prepare seu pessoal para maiores responsabilidades ou posições na empresa.

ATRIBUA PROJETOS ESPECIAIS
Dê oportunidades para que as pessoas ampliem seus conhecimentos, perspectivas e experiências através de projetos especiais.

FORME COMPETÊNCIAS
Compare a capacidade atual do funcionário em relação às exigências futuras. Desenvolva um plano para que ele desenvolva sua capacidade profissional.

OFEREÇA OPORTUNIDADES PARA O CRESCIMENTO
Os funcionários esperam por promoções, oportunidades de colocar seus novos conhecimentos em prática ou, pelo menos, atingir um maior status na empresa. Não os desaponte.

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quarta-feira, 25 de novembro de 2009

Use as Redes Sociais com moderação. A vítima pode ser você

Uma mulher canadense está de licença do trabalho desde o ano passado. Ela foi diagnosticada com uma grande depressão e estava recebendo um valor mensal de benefício da seguradora Manulife, uma das maiores do Canadá.

Neste último trimestre de 2009 ela parou de receber o benefício. Ao entrar em contato com a Manulife, ela soube que os pagamentos foram suspensos por conta de suas fotos no Facebook, onde aparentemente parece estar se divertindo. Tem fotos dela num bar, em sua festa de aniversário e num dia ensolarado na praia. Segundo a seguradora, as fotos mostram que a mulher já está curada. A mulher vai tentar recorrer dessa decisão alegando que tentou se divertir por orientação médica. Acesse AQUI para saber mais detalhes.

Daqui podemos tirar duas lições:
1- Use as redes sociais com moderação. Ela é uma janela aberta para sua vida pessoal.
2- Se estiver deprimido, evite a praia, não entre num bar e nunca, nunca mesmo, comemore seu aniversário.
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segunda-feira, 23 de novembro de 2009

Os desafios do e-commerce

Recebi o convite para escrever para a coluna Ponto de Vista da revista da ESPM. Fiquei muito orgulhoso pois esta é uma revista onde sempre aprendo muito, e ser convidado para colaborar é uma honra e tanto. Enfim, o assunto foi e-commerce. O maior desafio foi o tamanho do texto, se pudesse eu ocuparia pelo menos o dobro do espaço disponível.
Veja abaixo o artigo publicado na revista da ESPM, edição de set/out de 2009 (edição 5, ano 15, volume 16).

Os desafios do e-commerce

Alguns estudiosos dividem o relacionamento cliente-empresa em três fases: no relacionamento 1.0, que surgiu na Revolução Industrial e permeou quase todo o século XX, as empresas eram as donas da verdade e os clientes se sujeitavam ao que elas ofereciam. O relacionamento 2.0 foi uma fase de transformação, o cliente passou a ter voz ativa e começou a estabelecer um diálogo de igual para igual com a empresa. Agora surge o relacionamento 3.0 que inverte esse modelo. O poder está com o cliente e é ele que determina o que deseja.

O que está por trás disso? A tecnologia da informação. Ela vem impondo transformações radicais na sociedade, mudando a forma como as empresas se comunicam e se relacionam com os clientes, que passam de coadjuvantes a protagonistas.

Provavelmente o maior impacto nessa relação veio da web, que virou o mercado, o corredor do shopping e a loja. O relacionamento foi democratizado e clientes de diferentes classes sociais foram colocados no mesmo patamar, usando a web para adquirir todos os tipos de produtos, dos mais simples aos sofisticados.

O e-commerce estabeleceu um novo modelo de compra: sem fronteiras, sem hora para fechar, sem vendedor, num ambiente interativo e multicultural. Este cenário exige que as companhias desenvolvam estratégias comerciais e de marketing muito mais ousadas e diferenciadas para atrair e fidelizar clientes. Mas a web, mais do que conveniência, vem permitindo uma transformação nos modelos de negócios, gerando oportunidades únicas. A e-Bay, por exemplo, tinha por objetivo ser o maior leiloeiro online para colecionadores e, hoje, media qualquer tipo de bens. A Amazon.com queria ser a maior livraria na internet e agora pretende ser a maior loja online do mundo.

Uma pesquisa realizada pela consultoria de comércio eletrônico e-bit mostrou que no Brasil as compras feitas pela internet, no primeiro semestre deste ano, somaram R$ 4,8 bilhões, 27% a mais que na primeira metade de 2008. A entrada de dois grandes varejistas no e-commerce fez diferença: o Wal-Mart iniciou suas vendas pela internet em outubro de 2008; e, em fevereiro, as Casas Bahia investiram R$ 3,7 milhões no lançamento da loja virtual.

O boom do e-commerce varejista está diretamente ligado ao desempenho da economia brasileira. Segundo o estudo E-Readiness 2009, realizado pela IBM em parceria com a Economist Intelligence Unit, o Brasil é um dos países que apresentam melhor cenário macroeconômico e de oportunidades de negócios para o comércio eletrônico. Isso se deve ao alto índice de empreendedorismo do país, à melhora do poder de compra da população, ao aumento da inclusão digital e à evidente aptidão dos brasileiros no uso da internet.

A sociedade digital criou o consumidor global: mais informado; que sabe o que procura; se informa através de redes sociais; exige qualidade, preço e rapidez; influencia e não tem medo de colocar a boca no trombone. E aí vem o grande desafio do relacionamento 3.0: como se relacionar com esse novo consumidor global?

Um primeiro passo seria as empresas entenderem como tirar vantagem das redes sociais na relação com os clientes. As companhias ainda estão tateando nesse ambiente, onde os clientes se organizam e mudam de paradeiro num segundo, numa atmosfera aparentemente caótica e imprevisível. Esse cenário apocalíptico reflete uma nova era comercial, na qual as empresas viverão em constante mudança, adaptando-se às marés da nova sociedade digital: a da geração Y.

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sábado, 21 de novembro de 2009

Lições de Liderança no Campeonato Brasileiro de Futebol

Vejam a final do Campeonato Brasileiro de Futebol. Três times disputam o título do Brasileiro: São Paulo, Flamengo e Palmeiras.

O terceiro colocado, Palmeiras, parece um barco entrando água por todos lados. Na metade do campeonato o Palmeiras estava na primeira posição, chegou a ter 7 pontos de vantagem sobre o segundo colocado. De repente, entrou numa espiral decrescente, perdeu sucessivas partidas importantes e hoje ocupa a terceira posição com poucas possibilidades de retornar para a liderança do campeonato. Seu técnico e líder da equipe, Muricy Ramalho, é um vencedor conquistador de títulos. No entanto, ele também é conhecido como um cara durão, rabugento, eternamente insatisfeito, vive de cara fechada , altamente competitivo e que coloca os jogadores em permanente estado de pressão e stress. Será que a situação do time do Palmeiras é reflexo deste estilo? Será que ao colocar pressão demais o time do Palmeiras começou a bater pino? Uma possível evidência foi na partida Palmeiras versus Grêmio quando dois de seus jogadores Maurício e Obina brigaram em campo, trocaram tapas e foram expulsos. Quantas vezes você já viu jogadores do mesmo time trocando sopapos dentro de campo?

O segundo colocado, Flamengo, tem uma história interessante. O time ficou na parte baixa da tabela de classificação até a metade do campeonato, quando então trocou de técnico. Entrou Andrade, carinhosamente apelidado de tromba dentro do clube. Andrade foi criado no Flamengo, foi jogador e símbolo do clube, considerado craque, e desde que pendurou as chuteiras vem atuando como auxiliar de todos os técnicos que dirigem o time. Em resumo, Andrade e Flamengo são uma coisa só. Ele assumiu o posto e optou por falar pouco, como sempre fez, trabalhando nos bastidores e construindo um espírito de time. Quando falava para a imprensa, falava sempre com humildade, enaltecendo o grupo. Andrade é conhecido por falar com todos os jogadores de forma calma, por gostar de ouvir opiniões, além de ter um estilo onde integração e colaboração são palavras de ordem. Em pouco tempo o time recuperou a auto-estima. Os jogadores se tornaram clones de Andrade, quando falam sempre se expressam com humildade, falam sempre do time e do espírito de luta. O resultado foi imediato. O time começou a vencer quase todos os seus jogos, com confiança, porém mantendo o clima de humildade. Ou seja, o estilo integrador do técnico fez surgir no Flamengo a equipe com maior auto-estima nesta reta final do campeonato.

Já o São Paulo parecia ser a equipe mais equilibrada até duas semanas atrás. Tendo a tradição de vencer os últimos campeonatos brasileiros, o São Paulo sempre aparenta estar seguro de estar no caminho certo. O grande risco parece ser o excesso de confiança, ou até um pouco de arrogância, o que pode ser desastroso nessa reta final. A pressão nas duas últimas semanas pode ter trazido algum desequilíbrio emocional para a equipe. A evidência foi o comportamento do VP do clube e do discreto técnico Ricardo Gomes, que criticaram publicamente a polêmica decisão do STJD de punir os jogadores Jean, Borges e Dagoberto através de suspensão de algumas partidas por faltas desleais. Esse tipo de comportamento é negativo, pois cria um clima de que existe uma conspiração contra o São Paulo, gera desequilíbrio na equipe e perda de foco no que interessa, que é jogar bom futebol e ganhar os jogos que faltam. Aliás, já existem tais sinais, como ficou claro na partida São Paulo versus Vitória, quando dois de seus jogadores, Hugo e André Dias, discutiram em campo e foram punidos com cartão amarelo (fiz esta correção no post original pois erroneamente escrevi que eles haviam sido expulsos de campo).

Enfim, o comportamento e performance dos times, e seus respectivos resultados, parecem refletir os estilos e as atitudes de suas lideranças. Nesse contexto, quem parece viver o melhor momento é o Flamengo. O pior, sem dúvida, é o Palmeiras. Já o São Paulo, bem o São Paulo vive o momento do São Paulo...

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terça-feira, 17 de novembro de 2009

O Brasil levanta vôo

Eu vivo falando para as pessoas que as duas próximas décadas serão maravilhosas para o Brasil. Acredito firmemente nisso. Apesar de todos os problemas que o país vive no dia a dia, estamos diante de um crescimento vertiginoso, onde a nossa sociedade vai passar pela maior transformação de nossa história. E vai ser muito bom. Eu estou entusiasmado com o Brasil, as possibilidades e o futuro.

Eu fiquei muito feliz com a capa da edição de 14 de Novembro da revista The Economist. Ela é emblemática. Ela representa a nova visão que o mundo tem e espera do Brasil. Aliás, não é só a capa não. A matéria é muito boa e ocupa 14 páginas. A revista diz que o Brasil deve se tornar na próxima década a quinta maior economia do mundo, desbancando o Reino Unido e a França. São Paulo será a quinta cidade mais rica do mundo. Acesse AQUI um áudio interessante com o autor da matéria, que é o correspondente da The Economist no Brasil, John Prideaux.

Para motivar você, e transformá-lo em um brasileiro mais entusiasmado, que nem eu, eis um pequeno "souvenir" do país onde você vive.

O Brasil é o único país, em todo mundo, independente em alimento, energia e água. Não dependemos de nenhum outro país nestes quesitos. É este trio que vai determinar quais serão os países mais ricos nas próximas décadas. Anota aí: o Brasil já é o país mais rico do mundo, só que a gente ainda não sabe disso. Ou, melhor, ainda não temos consciência disso. Estamos todos sentados no maior tesouro do planeta.

O Brasil tem cerca de 15% de todas as reservas mundiais de água doce. A Rússia tem 8%, a China tem 5% e a Índia 3%.

O Brasil tem 22% de toda terra arável do mundo. Nós somos os celeiros do mundo. Apenas 17% da terra arável do Brasil é ocupada por plantações. Menos de 1% dela é usada para biocombustíveis.

O Brasil é auto-suficiente em petróleo. Com as descobertas do pré-sal, as reservas brasileiras que eram de 13 bilhões de barris, aumentaram para 33 bilhões de barris. Além destas, existem reservas possíveis e prováveis de 50 a 100 bilhões de barris.

Só isso já nos posiciona como uma terra abençoada. Só isso já seria suficiente para a gente levantar do berço esplêndido.

Mas tem mais, se você tiver paciência de ler...

Hoje, o Brasil é o terceiro maior produtor agrícola mundial e o primeiro entre os países emergentes. É o maior produtor de cana-de-açúcar, suco de laranja, café e etanol. Nós somos os maiores exportadores do mundo de soja, café, frango e carne.
No mercado de carnes, 30% das exportações mundiais serão controladas pelo Brasil até 2017. O Brasil também vai superar os EUA e vai controlar o mercado de soja no mundo. Já somos o maior produtor de café do planeta, responsável por 30% do mercado internacional, e também, já somos o segundo maior consumidor, atrás apenas dos Estados Unidos.
O Brasil alimenta o mundo.

O Brasil é o terceiro país do mundo em telefones celulares (mais de 165 milhões), é o terceiro consumidor em cosméticos, é o quarto em chocolate, é o quinto em PCs e o sexto em automóveis. Temos um mercado interno pujante.

O Brasil tem a quinta maior população do mundo.
De 1993 a 2007, o percentual da classe média saiu de 31% para 50%, o que significa que mais de 33 milhões de pessoas entraram na classe média.
A previsão é que até 2020 um total de 8,8 milhões de brasileiros deixarão as classes D e E.

Em 1980, a idade média da população brasileira era 20 anos de idade. Em 2010, será de 29 anos. Ou seja, em plena idade produtiva. Em 2040, a mediana será 42 anos de idade.

Em 2000, um carro popular custava aproximadamente 159 salários mínimos. Hoje, se gasta 63 salários mínimos.

Em 2009, o Real é a moeda que mais se valorizou frente ao dólar no mundo.

Em 1990, as reservas internacionais do Brasil eram de apenas 9 bilhões de dólares. Em 2009, são 214 bilhões.

Em 1990, a dívida externa do Brasil era de U$ 124 bilhões. Em 2008, o Brasil se tornou credor externo líquido. Em julho de 2009, o Brasil emprestou U$ 10 bilhões para o Fundo Monetário Internacional (FMI).

E as empresas brasileiras?

A InBev(Ambev) tem 25% de market share mundial em cervejas. Ou seja, de cada 4 cervejas que alguém toma no mundo, uma é da InBev.

A Cutrale é a maior produtora de suco de laranja do mundo.

A JBS-Friboi é a maior produtora e exportadora de carne bovina e derivados do mundo

A Brasil Foods (leia Sadia e Perdigão) é maior exportadora de frango do mundo.

Petrobrás? Bem, nem precisa dizer...

Vale. É a maior produtora e exportadora de minério de ferro do mundo.

Embrapa. É líder mundial em pesquisa aplicada na produção nas área da agricultura e pecuária.

Aracruz: a maior produtora de polpa de eucalipto e celulose do mundo.

Embraer: líder mundial na produção de aviões de porte regional.

Marcopolo. É o maior fabricante de carrocerias de ônibus do mundo.

E tem mais. Tem a Springs Global, a Gerdau, a Weg, isso sem falar nos bancos.

O Brasil vive um momento muito especial de sua história. Um momento de relevância mundial. Não é por acaso que a Copa do Mundo e as Olimpíadas serão no Brasil. E em 2014 e 2016 o Brasil já estará voando...

Você ainda não acredita no Brasil? Vou contar um segredo: Deus é brasileiro.

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quinta-feira, 12 de novembro de 2009

O que é sucesso para você?

Texto meu publicado no blog Foco em Gerações que reproduzo abaixo.

O que é sucesso para você?

Essa foi uma pergunta que sempre me perseguiu e me persegue até hoje. Na verdade, a pergunta original é mais abrangente: o que eu quero da vida para mim? Essa questão, aparentemente filosófica, deveria ser a pergunta da vida de cada ser humano. Não sou da linha do “deixa a vida me levar” do Zeca Pagodinho, mas acho que a maioria das pessoas caminha por esta estrada.

A minha geração foi evangelizada para o sucesso baseado no binômio “carreira sólida no trabalho” e “família estruturada”. Carreira sólida no trabalho significa ter um emprego estável, numa empresa “boa”, com carteira assinada e alguma especialização. Família estruturada significa casamento “até que a morte os separe”, de papel passado e com filhos. Junte tudo isso e acrescente uma casa própria para a fórmula da felicidade ficar completa. Essa era a vida “sonho de consumo” do passado.

Olhando todos os dilemas da vida moderna, eu fico me perguntando se esta fórmula de sucesso ainda vale para os dias de hoje.

Certamente, para a geração mais nova, essa proposta de vida não vale mais. Talvez a grande mudança seja o sentimento de realização. Estou falando de realização pessoal e profissional. E, neste contexto, os tais “carreira sólida’ e “casamento de papel passado” parecem não fazer mais tanto sentido assim. Até porque os futurólogos de plantão dizem que o emprego formal vai diminuir e que o “casamento amarrado pelo papel” está sob abalos sísmicos acima de 10 graus da escala Richter. Hoje em dia, a gente fica junto para ver primeiro o que acontece, depois a gente pensa no casamento, se pensar.

Acredito que a grande diferença entre a minha geração e a geração mais nova é que nós vivíamos para construir o futuro, enquanto a geração Y vive para fazer o presente.

Minha geração sempre fez tudo com base num futuro melhor. E a fórmula do futuro, já falada, era:
Futuro = “carreira sólida” + “família estruturada” + “casa própria”.

A prioridade da geração Y é… viver. Claro que com um futuro legal e com realização, mas um futuro muito mais próximo do que um futuro de longo prazo. Poderíamos até dizer que esta geração também quer construir um futuro, mas um “futuro pertinho”.

Vivo ainda me questionando sobre o que eu quero da minha vida. O sentimento de realização é muito particular para cada um de nós. A sensação de se sentir pleno e realizado parece ser uma busca quase inalcançável, o que gera frustação e conflitos. Por outro lado, cada vez que conquistamos algo, nós já pensamos na próxima conquista. Somos seres insaciáveis por conquistas, o que faz o homem ser, provavelmente, o animal mais infeliz da face da Terra.

Colocamos como prioridade de vida comprar um carro, depois queremos comprar uma casa, depois queremos viajar para o exterior, e, sendo assim, a busca por conquistas não termina nunca. Queremos sempre algo mais. A geração mais nova aparenta ser menos preocupada com essas conquistas, aparentemente, voláteis. Posso até estar enganado, e quase sempre estou, mas eles estão muito mais antenados com o propósito de suas vidas do que com a caneta Montblanc.

Enfim, olhe-se no espelho e responda:
Qual é a vida que você está buscando?
Qual é o propósito de sua vida?
O que é sucesso para você?


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segunda-feira, 9 de novembro de 2009

Ninguém entende nada de redes sociais nas empresas

No mês passado eu participei de um painel sobre Redes Sociais na Futurecom. A mediadora foi Renata Fan e o painel contou com 9 participantes, além da própria Renata. Todos eram estudiosos e supostos conhecedores do tema. Acho que o painel durou mais de 1h20 de excelente debate, com boas discussões e evidente interesse da platéia, o que me surpreendeu, já que estávamos falando de uma sessão que acontecia no último horário do último dia do evento, período que tradicionalmente rola o espírito de "fim de festa".

O painel serviu para constatar algo que eu já tenho na cabeça faz tempo: ninguém entende nada de redes sociais nas empresas, eu inclusive, me incluo neste time "com louvor". Somos todos aprendizes e curiosos do assunto.

O universo das pessoas que discute redes sociais atualmente é formado por muitos teóricos e especialistas de última hora, falando mais pela percepção pessoal do que por alguma experiência prática realmente relevante. Aliás, sugiro que sempre quando você conversar com um suposto especialista, pergunte a ele pelas suas credenciais, pergunte se ele tem um blog, qual rede social ele participa e quantas horas por dia ele gasta em relações virtuais. Se ele falar que conhece redes sociais nas empresas, pergunte se na empresa onde ele trabalha o acesso é livre às redes sociais, se existe política corporativa e qual é o papel dele na gestão disso dentro da empresa. Enfim, desafie ele.

Em resumo: ninguém entende nada desse mundo novo de redes sociais. Estamos todos aprendendo. Se alguém falar que entende, desconfie.

Rolaram 3 discussões no painel que me incomodaram.

Comentei que as redes sociais para darem certo nas empresas é necessária a introdução de um guia corporativo de uso. Acho que o pessoal não entendeu bem, pois surgiu o comentário de que as redes sociais não podem ser reguladas ou controladas. Ou seja, houve um mal entendido que tentei corrigir depois. Uma coisa não tem relação com a outra. Um guia corporativo não pretende regular ou controlar o uso de redes sociais, mas sim instituir recomendações de conduta para os funcionários e participantes da rede. Trata-se do mesmo espírito do código de conduta que existe dentro das grandes empresas, que apresenta normas de conduta e ética, mas não controla nada. Enfim, veja mais detalhes AQUI.

O segundo assunto foi em relação a simplicidade de implementação de redes sociais. Em determinado momento do painel se criou a percepção que introduzir redes sociais nas empresas é algo fácil e simples. Isso é um equívoco evidente. A única coisa fácil é a tecnologia, já que atualmente um blog ou rede social pode ser criado com muita facilidade, num piscar de olhos, haja vista as ferramentas blogger e wordpress. O resto é um tremendo desafio. Desenvolver redes sociais dentro das empresas exige uma transformação cultural, educação dos funcionários, envolvimento executivo, objetivos definidos, etc. Ou seja, é uma baita complexidade. Lançar o blog é fácil, duro é fazer ele acontecer. A síndrome do elefante indiano é um dos maiores obstáculos nessa jornada.

O terceiro assunto foi o comentário do representante do governo que disse que o governo já está evoluindo no mundo da web 2.0 e que o Blog do Planalto é um exemplo disso. A realidade é que não existe uma política clara e definida do governo, o que existe são iniciativas individuais de alguns governantes ou parlamentares que acreditam no potencial dessas ferramentas e que estão entrando nisso de verdade. Não resisti, e peguei o microfone para comentar que o Blog do Planalto não aceita comentários, o que descaracteriza uma das maiores características do blog que é o diálogo.

Por fim, para fechar o post, tenho que citar que o verdadeiro destaque do painel não foi o debate. O maior sucesso foi a cruzada de pernas da Renata Fan, num vestido curto, que provocou uma migração de homens do lado esquerdo para o lado direito do auditório. Lá do palco deu para ver o movimento migratório. Coincidência ou não, o lado direito do auditório terminou muito mais cheio que o esquerdo. Parabéns para Renata, que conseguiu coordenar muito bem o painel, tornando-o mais brilhante com sua inteligência, beleza e simpatia.

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quinta-feira, 5 de novembro de 2009

Entrevista para Heródoto Barbeiro da CBN: Empresas que não aproveitam o poder de inovação colaborativa das redes sociais podem se isolar no mercado

A CBN montou um estúdio dentro da Futurecom. Eu tive o privilégio de ser entrevistado por Heródoto Barbeiro, no programa Mundo Corporativo, onde conversamos sobre web 2.0 e mídias sociais mas empresas.

A chamada na CBN foi: Empresas que não aproveitam o poder de inovação colaborativa das redes sociais correm o risco de se isolar no mercado.

Acesse AQUI a entrevista de 32 minutos, sem cortes ou edição.

Você também pode ver a entrevista pois ela está no YouTube. Veja abaixo, também sem cortes ou edição.



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domingo, 1 de novembro de 2009

A internet é a ponte invisível de uma revolução

Eu assisti a magnífica entrevista de Rosental Calmon Alves para Míriam Leitão no Espaço Aberto da Globonews. Gostei muito, mas fiquei na minha. Mas hoje, ao ler a coluna da Míriam no jornal comentando esta entrevista, cujo título é "Tempo Elástico", eu não resisti e decidi publicar um post. Eu tenho que ter o registro deste material no blog.

A entrevista na Globonews deve ser motivo de reflexão de qualquer profissional de comunicação. São 23 minutos para chacoalhar a cabeça de qualquer pessoa que se envolve e trabalha com comunicação, mais especificamente jornalismo. Se você, que está lendo este post, tem amigos que trabalham com comunicação, faça um favor para eles e envie o vídeo abaixo. Acho que o vídeo deveria ser veiculado em todas as escolas de comunicação para discussão e debate dos estudantes.

Rosental fala sobre o mundo digital em que vivemos e se auto-intitula um evangelizador digital. Eu selecionei as seguintes partes da coluna de Míriam deste domingo, 1 de novembro de 2009.

"A internet não é uma nova mídia, não é mais um passo no caminho do jornal, rádio, televisão. É uma nova lógica, uma força transformadora, é o fim da era industrial e o começo da era digital. O único paralelo com o que está acontecendo é a invenção do tipo móvel, por Guttemberg, que acabou com o poder das velhas aristocracias, mudou o poder da Igreja e nos trouxe o iluminismo. A internet é a ponta invisível de uma revolução. Ninguém fala: eu vou entrar na rede elétrica e fazer um café. No futuro ninguém falará eu vou entrar na internet".

"Rosental define o que está acontecendo com uma imagem da astronomia. Diz que, antes, a imprensa era um sol intenso. Hoje, há várias constelações, e estamos numa galáxia. Apareceram os outros astros, os blogs, os produtores de conteúdo, jornalistas ou não: -- A pessoa começa a ter audiência também. Isso não termina com a audiência da mídia tradicional, mas permite mesmo a quem não é jornalista construir sua própria audiência. E a imprensa tem que entender isso e estar nisso".

"Rosental acha que nesse mundo novo, a imprensa sai de uma relação virtual, unidirecional com sua audiência, para atuar em rede. Mas não perde a sua força, como ficou provado em alguns episódios recentes. A morte de Michael Jackson saiu primeiro num blog, mas as pessoas só acreditaram depois de confirmado pela mídia tradicional: -- A imprensa mostrou sua força, sua credibilidade. A nossa profissão exige a disciplina da verificação. É o beabá".

"Fazer ou não fazer o curso de jornalismo, agora que a obrigatoriedade do diploma acabou? -- Fazer, claro. Nos Estados Unidos nunca foi obrigatório o diploma e 85% dos novos jornalistas fizeram curso de jornalismo. Terá vantagem quem tiver feito o curso e continuar estudando e aprendendo. Fica na profissão quem sabe fazer. Além disso, é um excelente curso de humanas".

Não deixe de ver o vídeo da entrevista de Rosental na Globonews e a coluna "Tempo Elástico" de Míriam Leitão. Entre tantos conceitos importantes, vou repetir o que qualifico como pilar básico em toda essa discussão: "a internet não é uma nova mídia, não é mais um passo no caminho do jornal, rádio, televisão. É uma nova lógica, uma força transformadora, é o fim da era industrial e o começo da era digital". Esse é o conceito mais importante pois confronta diretamente com o pensamento daqueles que dizem que a internet é meramente mais uma mídia. A internet balança as estruturas tradicionais, a começar pelo conceito básico de emissor/receptor. Atualmente todos são emissores e receptores.

A revolução que a internet está causando não afeta somente o jornalismo. Todas as profissões, estruturas da sociedade e relações humanas estão em profunda e acelerada transformação. Que privilégio poder viver nesta era e fazer parte desta grande viagem de transformação da humanidade.



Quer conhecer mais detalhes dos conceitos que Rosental citou na entrevista? Eis abaixo dois bons artigos escritos por ele que merecem ser lidos:

"Reinventando o jornal na Internet", publicado no blog Almanaque da Comunicação. Muito interessante esse artigo produzido em 2001, quando o impacto da internet no jornalismo ainda era visto com desconfiança.

"Jornalismo digital: Dez anos de web… e a revolução continua"; publicado em 2006 na revista Comunicação e Sociedade.

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quarta-feira, 28 de outubro de 2009

Trabalhadores dizem que seus colegas gastam 1 hora por dia navegando em redes sociais durante o trabalho

Uma pesquisa publicada pela consultoria Morse em 26/10/2009 afirma que o uso de redes sociais (como o Twitter e o Facebook) geram mais de 2 bilhões de dólares em perdas anuais de produtividade nas empresas do Reino Unido. A mesma pesquisa também informa que 57% dos trabalhadores entrevistados usam redes sociais para fins pessoais durante o expediente e que eles gastam, em média, cerca de 40 minutos por semana nas redes, o significa uma média de 8 minutinhos por dia útil.

A pesquisa revelou que os trabalhadores de escritório, em média, acham que seus colegas gastam quase uma hora (59 minutos) por dia navegando em redes sociais durante o trabalho. Isso mostra claramente a percepção e a tensão que o comportamento online provoca nas empresas, não só nos executivos, mas também nos funcionários. Achei esse dado surpreendente e muito interessante, o que justifica a má fama das redes sociais no ambiente de trabalho.

Outro dado que me chamou a atenção é que um terço dos 1.460 trabalhadores pesquisados disseram que identificaram informações confidenciais de suas empresas postadas em redes sociais. Fiquei assustado com este número, que me pareceu exagerado, mas pesquisa é pesquisa, temos que respeitar os dados.

76% revelaram que não receberam orientações sobre como usar o Twitter dentro da empresa. Aliás, em relação ao Twitter, existe uma preocupação devido ao aumento da utilização de encurtamento de URL tipicamente usado no Twitter, o que significa que os funcionários não podem ver o endereço original para o site que pode ser visitado. Isso deixa os trabalhadores potencialmente vulneráveis a golpes de phishing, malware e vírus de computador, o que poderia comprometer a segurança da empresa. Dos trabalhadores de escritório pesquisados, 81% admitiram que já ficaram preocupados com a possibilidade de clicarem um link para um site não seguro.

Por fim, a consultoria alerta que a falta de regras de uso para redes sociais pode gerar perda de produtividade, danos à reputação da marca e riscos de segurança de informações. Clica na imagem ao lado ou acesse AQUI para ver o press release publicado pela consultoria.

Acho tudo isso muito interessante pois dias atrás a Computerworld publicou uma matéria cujo título era "Empresas passam a usar redes sociais de forma estratégica". Acesse AQUI.

A matéria diz que muitas empresas já entenderam que as redes sociais são poderosos canais de comunicação com funcionários e clientes. Por outro lado, também cita que existe uma timidez e uma cautela enormes para introdução dessas redes dentro das empresas. Ou seja, as empresas reconhecem o poder das redes sociais mas não sabem muito bem como usá-las e gerenciá-las.

Enfim, tudo isso mostra que as redes sociais nas empresas ainda são um prato cheio para discussões, de percepções diferentes, de muita desinformação e aprendizado. Mas é bom saber que as empresas já identificam as redes sociais como algo que pode ser positivo e que cuja introdução é inevitável.
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segunda-feira, 26 de outubro de 2009

A tecnologia que incomoda

Descobri a frase abaixo num excelente artigo do Renato Cruz do Estadão.

"Quando os jornais impressos desaparecerem, o café da manhã deixará de fazer sentido" - frase dita por Jeffrey Cole, diretor do Centro para o Futuro Digital da Universidade do Sul da Califórnia.

Minha primeira reação ao saber dessa frase foi: "Prezado Sr. Jeffrey, o café da manhã já desapareceu há muito tempo".

Imagine-se tendo um bom café da manhã, lendo tranquilamente o jornal do dia e tomando conhecimento das notícias naquele instante. Fala a verdade pra mim. Isto é coisa do passado, né? Você consegue ter o "breakfast" sugerido na frase do Sr. Jeffrey? Nos dias de hoje, não dá tempo de tomar um café da manhã demorado, sem pressa, ainda de pijama e sem relógio no pulso (se você for da geração Y, você não terá um relógio no pulso, mas sim um celular nas mãos). As notícias você já soube no dia anterior e poucos de nós ainda pegam o jornal para ler como fazíamos anos atrás.

Enfim, são novos tempos. E, nesse embalo, tenho que confessar que fiquei entusiasmado com o anúncio da venda do Kindle no Brasil. O problema é que minutos depois todo o meu ânimo já havia desaparecido quando descobri que as condições e preço continuarão a fazer do Kindle um produto de difícil acesso. Mas, apesar dessa decepção, a chegada do "livro eletrônico" ou 'livro digital" é um caminho sem volta. Fico até arredio de falar sobre isso pois meses atrás escrevi que o livro de papel vai desaparecer e recebi dezenas de emails falando isso e aquilo de mim. O fato é que estou convencido disso e não desejo mais entrar nessa polêmica. Mas me divirto quando encontro pessoas que discordam completamente de mim, alguns até apresentam boas razões, mas quando falam do cheirinho do papel...

O artigo de João Ubaldo Ribeiro, chamado "Futuro Tecnológico", publicado no O Globo em 18/10/2009, é imperdível. Acesse AQUI. Ele fala dos novos tempos, cita o Kindle como pano de fundo e evidencia que as relações humanas estão em profunda transformação. Definitivamente ele resiste a evolução tecnológica que o mundo vem passando e acho que muitos de nós passamos por isso também.

Eu fico sonhando em ter um Kindle com todos os maravilhosos livros que tenho na minha estante de casa. São mais de 200 livros. Sonho em tê-los com as minhas marcações e rabiscos. Sonho em poder pesquisá-los instantaneamente através da busca de uma palavra chave ou frase. Atualmente estou lendo 5 livros ao mesmo tempo e não consigo carregar os livros comigo quando estou viajando, dentro do avião ou no táxi indo de um lado para outro. Tudo isso me lembra os quase 200 CDs que eu tinha (e ainda tenho) e que agora estão concentrados no meu MP3 player que carrego comigo o tempo todo, nas corridas no calçadão, no avião e na praia.

Enfim, chegaremos num dia onde o livro de papel será algo de museu, onde a mídia eletrônica será a única existente e talvez nem a palavra "livro" exista mais. Quem sabe neste dia acontecerá o que Millôr Fernandes escreveu num artigo memorável. Alguém vai inventar um novo produto revolucionário chamado L.I.V.R.O. Não deixe de ler. É espetacular. Acesse AQUI.

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quinta-feira, 22 de outubro de 2009

Em quê a geração Y é mais interessante que as outras gerações

Texto meu publicado no blog Foco em Gerações que reproduzo abaixo.

Perguntei para alguns adolescentes com quantos amigos eles conversam, em média, todos os dias pela internet ou pelo celular via torpedo. A resposta foi “algumas dezenas”. Valia tudo: torpedo pelo celular, mensagens no orkut, posts e comentários em blogs, twitadas, etc. Valia desde um “olá” até uma conversa longa. As respostas confirmaram o que todos nós desconfiamos: os jovens tem um número impressionante de interações na web e em dispositivos móveis (diga-se celular) diariamente.

Vivo escutando que os jovens da geração Y têm relações humanas muito mais frágeis e voláteis do que os jovens do passado. Pode ser até que isso seja verdade, mas enxergo uma geração muito mais interessante, preparada, madura e preocupada em se relacionar do que a minha geração. Quando eu tinha 15 anos, a minha rotina era jogar futebol no final das tardes, estudar a enciclopédia Barsa e acreditar em tudo que o meu professor falava, achando que ele sabia de tudo e era o dono da verdade, incluindo que o presidente Médici era um bom camarada. Meu relacionamento se limitava aos meus colegas de escola, aos amigos vizinhos e à minha família.

A juventude de hoje sai para passear virtualmente pelo mundo todos os dias. Pessoas de todos os lugares, de classes sociais diversas, de culturas diferentes, numa intensidade que impressiona, vinte e quatro horas por dia. São jovens muito mais informados e atentos do que os da minha época. São pessoas mais conscientes dos dilemas e das mazelas do planeta, muito mais preocupados em serem transformadores do mundo e agentes de mudança.

O grande desafio que os jovens da geração Y enfrentam hoje é o tempo. Diante de tantas possibilidades e alternativas para se relacionar, o dia de apenas 24 horas parece curto. A conta é meramente matemática. Se o dia se mantém em 24 horas e o jovem tem muito mais oportunidades de falar com mais pessoas, obviamente que cada um destes relacionamentos, individualmente falando, será mais curto e, portanto, mais volátil. Mas não se iluda: os jovens de hoje continuam com as mesmas características dos jovens do passado: tem amigos confidentes, procuram se aproximar de quem mais confiam e se identificam e querem ser profissionais de sucesso.

Existe uma eterna discussão de que os jovens da geração Y não são preocupados com sua privacidade, que falam demais na redes sociais. que criam relacionamentos virtuais e abandonam as reais. Isso não é culpa da geração Y ou das redes sociais, a sociedade atual está assim, o país está assim. O Brasil é um país democrático, as coisas estão cada vez mais expostas, a mídia está mais ousada, cada vez mais as pessoas falam o que pensam ser a verdade e o que seus corações pedem. Então, essa “tal” perda da privacidade não é algo somente da geração Y, isso faz parte da transformação da sociedade, estamos todos “mais abertos”.

Aliás, toda hora que surge algo novo e impactante, levantam vôo os abutres de prontidão para dizer que aquilo vai piorar a sociedade, a família e as relações humanas. Foi assim com o rádio, com a televisão e a internet. Esta é uma balela. A sociedade está se desenvolvendo, se tornando mais justa e criando cidadãos melhores e mais conscientes.

O importante aqui, e por isso escrevo tudo isso, é dizer que a geração Y é muito mais interessante do que as gerações anteriores. Estamos criando cidadãos do mundo, cidadãos globais e transformadores da sociedade.

Para terminar, se você leitor é da geração Y, veja abaixo qual era o herói dos meus tempos. Em 1970, aos dez anos de idade, eu sentava na frente da TV para sonhar.





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terça-feira, 20 de outubro de 2009

A TV do Futuro

Hoje, o repórter Rafael Barifouse publicou uma interessante matéria na Época Negócios Online sobre as novas tecnologias em desenvolvimento para a TV. Gostei tanto que resolvi colocá-la no blog.

Ele visitou a IFA, a maior feira de eletroeletrônicos do mundo, em Berlim, e registrou o que será a TV do futuro, que eu resumiria da seguinte forma:

- A TV do futuro será interativa;
- O controle remoto, como conhecemos, deve desaparecer. O comando será feito através dos movimentos das mãos e braços;
- A TV será multi-uso e estará conectada na internet todo o tempo, permitindo o acesso direto aos sites de vídeo como o YouTube;
- A TV será 3D, ou seja, veremos as imagens em três dimensões.

Tenho que confessar uma coisa que nunca escrevi aqui. Atualmente, eu tenho o costume de sentar na frente da TV com o notebook aberto e ligado na internet quase o tempo todo. Ou seja, eu assisto TV e navego na internet ao mesmo tempo. Faço isso rotineiramente. E isso não acontece só comigo não. Minha esposa e filhos muitas vezes fazem a mesma coisa. Portanto, não é por acaso que a TV do futuro descrita acima me enche os olhos. O único ponto que ainda está aberto na minha cabeça é que a TV é uma experiência coletiva (a família senta e todos assistem o mesmo programa) enquanto que a internet é uma experiência individual (cada um navega de um jeito e cada um tem um interesse diferente). O que será que vai acontecer quando tivermos o TV com acesso fácil e veloz à internet? O que isso vai provocar no tradicional modelo da família sentada no sofá assistindo o mesmo programa de TV? Enfim, muita água ainda vai rolar.

A única coisa que tenho certeza é que esta TV interativa e conectada à internet vai provocar transformações radicais no marketing e na comunicação empresarial. Saíremos de uma TV baseada no modelo broadcast (a TV fala e todos escutam calados) para um TV interativa (onde o consumidor interage com a empresa online). A experiência interativa que temos hoje ao navegar na internet, via o nosso computador, é apenas um aperitivo do que veremos em termos de interatividade nas TVs da próxima década.

Por agora, curta abaixo a matéria de Rafael Barifouse... direto de Berlim.

domingo, 18 de outubro de 2009

Quando o incentivo monetário não resolve

Quem me passou o vídeo abaixo foi um colega de trabalho. É um excelente vídeo de Daniel Pink, conhecido consultor e autor de livros no mundo empresarial. Aliás, eu já li e recomendo um livro dele chamado "O Cérebro do Futuro". Vou até escrever um post sobre as ideias apresentadas no livro pois merece. Para conhecê-lo melhor eu convido você a ler uma entrevista dada por ele para a HSM. Acesse AQUI.

Enfim, o objetivo deste meu post é compartilhar as ideas apresentadas por Daniel Pink no vídeo abaixo de 18 minutos. Ele aborda um tema recorrente na esfera corporativa: o sistema de recompensas e incentivos.

Eu já tenho uns 128 anos de vida corporativa, já trabalhei como técnico eletricista, engenheiro, em fábrica, em escritório, em vendas, em administração, em marketing e até, acredite, em comunicação. Em todas as minhas sete vidas corporativas eu sempre ouvi coisas do tipo:
"-- Quer aumentar as vendas? Então aumenta os prêmios para o vendedores e bota mais pressão";
"-- Quer criar um programa de sugestões de ideias dentro da empresa? Então lança um programa de recompensas que as ideias vão aparecer";
"-- Quer buscar novas formas de reduzir custo? Então cria um sistema de incentivo monetário onde os idealizadores das propostas receberão parte do dinheiro economizado pela empresa".

Em resumo, as empresas quase sempre partem para programas de recompensa monetária quando pensam em aumentar seus negócios, sua produtividade ou buscar mais criatividade. Isso ainda é muito comum e um recurso usado abundantemente no mundo empresarial.

Daniel Pink surpreende ao dizer que tais sistemas de recompensa só funcionam em situações muito especiais, particularmente quando há um grupo simples de regras e um objetivo claro para se alcançar. Ele diz que recompensas, por natureza, estreita o nosso raciocínio e concentra a mente, restringindo possibilidades devido ao foco excessivo. E cita um excelente experimento chamado "The Candle Problem" para defender a sua teoria. Eu não vou contar aqui, mas esta história é muito boa e só ela já vale o vídeo.

Em resumo: os prêmios monetários criam foco e pressão, fazendo as pessoas a fazerem "mais do mesmo" para alcançarem rapidamente seu objetivo, minimizando tremendamente as chances das pessoas pensarem diferente.

Ele diz que a motivação verdadeira, genuína, deve estar baseada em 3 pilares:
- AUTONOMY - AUTONOMIA - o desejo de sermos donos das nossas próprias vidas;
- MASTERY - DOMÍNIO OU CONHECIMENTO PROFUNDO - o desejo de fazermos cada vez melhor as coisas que realmente nos interessam;
- PURPOSE - PROPÓSITO - o desejo de fazermos coisas que façam a diferença e que sirva a algo maior que nós mesmos.

Ou seja, se conseguirmos implementar um ambiente corporativo onde os funcionários tenham mais liberdade de trabalho, com oportunidades reais de se desenvolverem continuamente no que gostam e que participem de algo realmente construtivo e importante para a sociedade, certamente vamos ter funcionários mais motivados, criativos, inspirados, comprometidos e cúmplices da empresa onde trabalham. Esse conceito é muito maior que um programa de incentivos. Poderíamos até chamá-lo de filosofia corporativa ou valores corporativos.

Minha percepção é que falta um quarto conceito que é INSPIRAÇÃO, que de alguma forma está ligado ao PROPÓSITO. Chamo de inspiração o incentivo para as pessoas pensarem diferente, sonharem e não se prenderem nas regras e nas limitações do dia a dia. Muitas empresas têm programas definidos para isso. Talvez o melhor exemplo seja o Google que permite que TODOS os seus funcionários usem de parte do seu tempo de trabalho para trabalharem no que quiserem, sem necessariamente vínculo com os objetivos da empresa, podendo usar os recursos internos para serem criativos e desenvolverem novos projetos inspiradores. Acho INSPIRAÇÃO um componente muito importante no mundo corporativo atual que é cercado por pragmatismo e metas arrojadas. Utopia? É, pode ser. Mas as empresas têm que pensar nisso.

Voltando aos trilhos do vídeo...

Daniel resume a apresentação dizendo que existe um desencontro entre o que a ciência sabe e que o mundo prático mostra:

1- Aquelas recompensas do século XX, aqueles motivadores que pensamos ser parte natural dos negócios, funcionam somente em uma faixa surpreendentemente estreita de ciscunstâncias;

2- Recompensas monetárias frequentemente destroem a criatividade;

3- O segredo para alta performance não é o modelo "recompensa/punição", mas aquele desejo de fazer as coisas que importam.

Eis o vídeo abaixo. Acione a opção de "subtitle" para a legenda em português. E pressione a opção de tela inteira pois a apresentação merece.


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