terça-feira, 13 de setembro de 2016

A Bel Pesce em cada um de nós


Há alguns anos, eu estava num TED com uma amiga, que é presidente de uma grande empresa no país, tomando um café e conversando despreocupadamente. O salão estava cheio e ao longe caminhava uma jovem apressada. Ao identificá-la, a minha amiga sorriu e gritou seu nome: “Bel!” Elas se olharam à distância e sorriram. A jovem veio ao nosso encontro e ambas deram um caloroso abraço. Em seguida, fui apresentado a ela: “Essa é Bel Pesce”.  Eu recebi um demorado abraço da minha nova amiga, acompanhado de um sorriso farto. Foi assim que eu me apaixonei pela Bel Pesce: amor à primeira vista. Ela contou que havia concluído um novo livro chamado “A menina do Vale 2” e estava iniciando uma excursão pelo país para divulgá-lo. Esse livro vinha no rastro do enorme sucesso do seu primeiro livro “A menina do Vale” e o papo seguiu a partir desse tema.
 
No mesmo dia, eu pesquisei quem era Bel Pesce. Digitei seu nome no Google e surgiram milhares de textos, imagens e vídeos. Procurei dados sobre sua formação e experiência e fiquei encantado com tudo que li, ainda tão jovem mas com um história de vida inteira para contar. Sem dúvida, ela tinha uma formação eclética, única e bem diferente da média dos jovens mais brilhantes que eu conheço. Nas semanas seguintes, troquei alguns poucos e-mails com ela, sempre com respostas demoradas e alegação de agenda lotada e viagens. A minha relação com a Bel terminou num daqueles e-mails, com longos intervalos sem resposta, nunca mais nos falamos.
  
Duas semanas depois daquele efêmero encontro no TED, recebi numa rede social um convite para um hangout da Bel, marcado para um domingo às 23h. O convite falava que ela conversaria com internautas sobre aprendizados, eventos, tendências e novidades, e um dos assuntos seria o TED. Fiquei curioso e entrei no hangout no dia e horário marcados. Depois de cinco minutos do hangout iniciado a Bel já tinha mais de duas mil pessoas acompanhando ao vivo, postando comentários e demonstrando um engajamento em nível máximo. Após duas horas de conversa, a timeline do hangout já tinha milhares de comentários escritos por internautas, quase todos encantados com a Bel e debatendo com fervor os temas discutidos por ela.
   
A energia da Bel é extraordinária e contagiante. Foi ali que eu concluí que eu estava diante de alguém especial. O número de ouvintes cresceu nos hangouts seguintes, cada sessão parecia juntar mais pessoas e eu passei a tentar entender o fenômeno que estava diante dos meus olhos. Ela demonstrava uma excepcional capacidade de comunicação, carisma, boas ideias e super entusiasmo. Também explorava ao máximo o conceito da “Menina do Vale”, era evidente o quanto as pessoas ansiavam em ouvi-la. Curiosamente, a cada hangout que eu participava, o meu desinteresse pelo conteúdo apresentado aumentava. Ela continuava sendo consistente em suas conversas, sempre com brilho nos olhos, mas eu sentia falta de profundidade, histórias práticas e relatos que eu realmente pudesse aplicar no meu dia a dia. Com o tempo eu concluí o óbvio: a Bel, como qualquer jovem, tem pouca “quilometragem rodada”; apesar de sua boa formação e boas ideias, faltava a vivência necessária para me trazer o que eu queria ouvir.
    
Eu não considero os livros e as palestras da Bel direcionados para mim. Seus livros são bem montados e bem escritos, porém me parecem mais motivacionais do que educacionais, não apresentam conteúdo muito inovador e nem têm muita profundidade. O conteúdo produzido por ela sempre me pareceu um misto de mensagens de motivação com o “O Alquimista” do Paulo Coelho, mesmo assim, estou convencido de que existe um contingente enorme de pessoas que apreciam esse tipo de mensagem e conteúdo que a Bel oferece. Ela realmente sabe motivar as pessoas, abrir cabeças e gerar entusiasmo, suas palestras são desejadas e seus vídeos vendem.
   
Quando li a primeira vez sobre a FazInova, fui tentar entender do que se tratava. O conceito e a proposta são boas, mas a FazInova ainda é conhecida como o projeto da Bel Pesce. Uma das razões é que o projeto ainda é recente, a FazInova ainda está em seus passos iniciais, tentando encontrar o caminho, portanto é prematuro esperar que a curto prazo essa escola entregue resultados concretos e seja considerada uma referência em empreendedorismo. Para o projeto decolar é preciso incorporar pessoas com calos nas mãos e cicatrizes nas costas, gente que colocou a mão na massa e tem experiência real de empreendimentos, de sucesso ou não. Conheço muitas pessoas que se lançaram em empreendimentos que não deram certo. São pessoas que caíram e levantaram, buscaram outros caminhos, caíram de novo, se levantaram novamente e estão aí na vida construindo seus sonhos e projetos. Esses deveriam ser abraçados na FazInova e por outras organizações que pretendem não apenas incentivar, mas ajudar o empreendedorismo com substância concreta, provendo uma escola de modelos de negócios com metodologias, alternativas de financiamento e experiência real de campo.Nesse sentido, como todo jovem, a Bel ainda carece de histórias de vida para se posicionar como uma empreendedora experiente, com ensinamentos e aprendizados práticos para compartilhar. Talvez isso justifique encontrarmos em seu site mensagens do tipo: “Bel é uma grande defensora de que todos os sonhos são atingíveis e de que a força está dentro de cada um de nós. Sua história possui episódios completamente improváveis e Bel acredita piamente que qualquer pessoa é capaz de alcançar os seus sonhos”. São mensagens motivacionais e inspiracionais, que são notadamente reforçadas em sua atuação no programa “Caderninho da Bel” da rádio CBN, que avalio ser um programa dispensável, com conteúdo de pouco valor.
  
Olhando tudo que já foi publicado a respeito desse episódio, inclusive a resposta dela nas redes sociais, fica evidente que a Bel exagerou na forma como ela apresentou a sua vida até agora, sua formação e experiência. Realmente não foi legal. Não concordo com uma amiga que publicou a seguinte frase em defesa da Bel: “Quem nunca inflou o seu currículo?” Eu tenho uma resposta para ela: eu! Nos dias de hoje, as pessoas não compram você pelo que você vende de você mesmo, mas sim pelo que você faz e entrega. Aceitemos ou não, mas títulos, currículos e medalhas não têm mais valor como antigamente. Talvez até nos faça dar um pouco mais de consideração por quem está na nossa frente, pode nos incentivar a dar dois minutos de atenção em vez do um minuto tradicional, apenas isso, nada mais. O importante é o conteúdo e valor que você entrega. Seja generoso e as pessoas serão generosas com você.
  
Apesar de tudo que falei acima, de me incomodar com a expressão marqueteira “garota do Vale”, de condenar o excesso exercido por ela própria em sua autopromoção, do ufanismo exagerado que a mídia dedica à sua personalidade e da descrição desproporcional que ela faz de sua formação, eu ainda acho que ela tem conteúdo de valor para ajudar pessoas e projetos. Ela dará a volta por cima e continuará tendo um contingente de pessoas desejando ouvir suas histórias. Ela saberá tirar lições de tudo que está passando e se tornará uma pessoa melhor. Teremos uma Bel Pesce mais bem preparada e com mais conteúdo quando o tsunami passar. Ela é talentosa e tem toda uma vida ainda pela frente. Não foi por acaso que ela fez apresentações no TED, deu entrevistas nos principais programas da TV brasileira e ganhou vários reconhecimentos públicos, como ser eleita pela revista Época como uma das 100 pessoas mais influentes do Brasil em 2012.
  
A Bel está sofrendo um escrutínio público. Ela está no meio de uma crise de imagem. Podemos até discutir se o mundo está sendo justo com a Bel ou não, mas o fato é que as mesmas “headlines” que a transformaram em menina prodígio, agora a transformaram em vilã. Vivemos a era da superficialidade onde as pessoas têm pouco tempo para se aprofundar e refletir sobre os fatos, por isso casos como esse se agigantam em pouco tempo e ganham evidência. A Bel continua sendo a mesma menina brilhante de sempre, nada mudou, com os mesmos atributos e histórias que a qualificaram até hoje como uma jovem de sucesso.
  
Como disse um amigo meu, não se aprende a fazer gerenciamento de crises sem passar por crises. Ironicamente, o momento atual da Bel poderá ser a experiência mais prática e dolorosa que ela já viveu na vida até agora. Além das palestras de criatividade e empreendedorismo que ela apresenta, em breve ela terá mais uma em seu currículo: gerenciamento de crise pessoal. E nessa aí ninguém vai poder reclamar que ela não tem experiência prática para compartilhar. Acho que vem novo livro por aí. Esse eu vou comprar.  
     
O descrito acima é o meu ponto de vista sobre o caso, totalmente pessoal. Agradeço a meus amigos que responderam o meu pedido no facebook sobre percepções nesse caso da Bel Pesce. Agradecimento especial a Maria Eugênia Rocha que me inspirou muito, mas também ao Gil Giardelli, Fabio Seixas, Diego C. Silva, Betania Almeida, João Gabriel Chebante, Renato Muller, Marcio Okabe, Emerson P. Pires, Ricardo Fernandes, Carlos A. de Toledo, José Carlos Cunha, Vanessa Pugliese, Bernardo Miranda, Diego D. Moreira, Marco Marcelino e Giulia De Marchi.


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quinta-feira, 1 de setembro de 2016

Os riscos de associar uma marca a uma pessoa

  

Lembro muito bem de uma situação de grande aprendizado vivida há mais de 20 anos. Essa minha experiência teve como pano de fundo uma série de debates e reuniões com o Diretor de Relações Externas da empresa a respeito de um projeto de patrocínio. Apesar de ter acabado de assumir o comando de comunicação de marketing, eu ainda era uma espécie de aprendiz de feiticeiro da área, tudo era novidade. Sob a pressão de construir projetos inovadores, surgiu na nossa frente uma oportunidade maravilhosa de patrocínio. O retorno sobre o investimento mostrava-se espetacular e a oportunidade parecia imperdível.

A questão é que o projeto de patrocínio estava ligado a uma personalidade nacional, uma pessoa admirada por todos, com uma reputação inbalável e querida por toda a mídia. Associar o nome da empresa a essa personalidade parecia ser maravilhoso, pois essa pessoa agregaria atributos importantes para a marca. Foi um projeto que a minha equipe vinha desenvolvendo arduamente, com características inovadoras e inexistentes no mercado. Como aprendiz da área, obviamente, cometi equívocos e erros que poderiam ter sido evitados. Um deles é que deixei para conversar com o Diretor de Relações Externas muito tarde. Quando cheguei nele, o desenho do projeto já estava num estágio muito adiantado.

Lembro muito bem da conversa inicial. Ele questionou o projeto desde o primeiro minuto. Não tinha nada contra a pessoa, aliás, ele afirmou várias vezes ser um admirador voraz dessa personalidade, mas achava um risco muito grande associar a marca da empresa a uma celebridade. Ou seja, seu argumento era conceitual e não dizia respeito ao nome envolvido. Ele não recomendava seguirmos em frente com um projeto daquele tipo, independentemente da personalidade ou do nome em questão.

Seu receio se baseava em dois simples pontos:
– que o nome da pessoa se sobrepujasse à marca da empresa;
– que algum problema pessoal daquela personalidade, desconhecido e/ou imprevisível, pudesse impactar os atributos da marca, podendo até causar uma crise, o que prejudicaria tremendamente a credibilidade da marca.

Ele dizia que, por mais inabalável que fosse a reputação de tal pessoa, fatos imprevistos e situações impensadas poderiam reverter o cenário e colocar em risco a marca da empresa. Acho que ouvi isso dele mais de “mil vezes”.

O projeto proposto era, inicialmente, de doze meses. Isso significava dizer que, ao longo do tempo, a associação da marca da empresa com a personalidade iria se fortalecer, a ponto de os atributos dos dois lados se misturarem. O executivo tinha muito receio dos riscos envolvidos, apesar de todas as evidências mostrarem que as ameaças eram mínimas e controláveis. Eu, na minha ingenuidade e inexperiência, achava-o excessivamente conservador e não conseguia ver riscos sérios. Eu queria a todo custo colocar o tal projeto inovador no ar, pois tinha certeza de que ele traria excelentes resultados para a empresa. Enfim, foram várias discussões e muitas análises feitas até a tomada de decisão.

Conto toda essa história por causa da notícia que ocupou os jornais nas últimas semanas: a mentira do nadador Ryan Lochte para encobrir a sua noite de baderna tropical durante os Jogos Olímpicos no Rio. Cinco grandes patrocinadores anunciaram o cancelamento dos contratos com Lochte. Segundo o cálculo de especialistas da ESPN, antes do incidente, o nadador contava com aproximadamente um milhão de dólares em cotas de patrocínio. Além da enorme perda financeira, o Comitê Olímpico e a federação de natação dos Estados Unidos sinalizaram que Lochte poderá ser punido por tais entidades. Ou seja, o que já é muito ruim, pode piorar ainda mais.

Histórias similares são bem conhecidas, apenas mudam os personagens e as marcas. Um dos casos famosos ocorreu com um dos atletas mais admirados no mundo: Michael Phelps. No início de 2009, uma foto do Phelps fumando maconha explodiu na imprensa. A imagem dele era tão forte na época que as caixas de sucrilhos da Kellog’s carregavam a imagem do atleta estampada em grande estilo. Phelps era sinônimo de sucesso, saúde e código de conduta. Era difícil imaginar que algo pudesse abalar esse fenômeno. Afinal, o que poderia acontecer a um campeão olímpico como ele, na época com 23 anos, com toda uma carreira ainda pela frente? O fato é que o improvável, inconcebível ou inacreditável aconteceu.

Outro caso bastante conhecido é o de Tiger Woods, que também ocorreu em 2009. O escândalo de infidelidade conjugal do maior jogador de golfe americano de todos os tempos causou sérios impactos aos seus patrocinadores diretos. Ele era considerado, tal como Michael Phelps, um exemplo de atleta, cidadão e ser humano. Todo mundo queria se associar a ele. Em pouco tempo, os patrocinadores foram abandonando o atleta e tratando de gerenciar uma situação improvável e complicada. Nos anos seguintes, Woods saiu do noticiário e sua imagem perdeu o encanto.

Como desvincular as marcas desses acontecimentos? Essa é uma pergunta curta que sempre exige uma resposta longa. Empresas com marcas fortes têm que pensar muito a respeito da estratégia de associar suas marcas a uma personalidade, por mais “segura” e inabalável que seja a imagem do personagem em questão. Os exemplos de Lochte, Phelps e Woods são casos evidentes dos riscos de tais estratégias.

Sobre a minha história…

O projeto era o patrocínio ao Jô Soares, quando a IBM colocou na mesa do Jô, no seu programa Jô Onze e Meia, um notebook onde ele acessava a internet ao vivo. Isso ocorreu na década de 90, quando a internet começava a despontar e chegar a nossas vidas. Foi a primeira vez que isso foi feito na TV, em todo mundo. Foram quase dois anos contínuos no ar, de segunda a sexta, com grande sucesso e impacto na mídia. O diretor da IBM era Roberto Castro Neves, uma das maiores autoridades de comunicação corporativa do País, hoje consultor e autor de vários livros de comunicação. O projeto foi adiante e gerou grande retorno para a IBM, que naquela época buscava popularizar sua marca, pois ainda era conhecida como fabricante de PCs. Os nomes IBM e Jô Soares ficaram intimamente conectados durante aquele período.

Vai aqui um abraço saudoso ao amigo e mestre Roberto Castro Neves. Com ele, aprendi os fundamentos da comunicação e do relacionamento com a imprensa. Ele tem responsabilidade direta na minha formação e pela minha decisão de seguir na carreira. Agradeço a ele por ter suportado um “garoto” repleto de energia, insistente e muitas vezes inconsequente. Com ele, amadureci muito e me tornei um profissional melhor.

Texto baseado em um post que escrevi anos atrás. A história se repete.


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segunda-feira, 22 de agosto de 2016

O dilema dos millenials


Os millennials são superficiais, narcisistas, arrogantes, egocêntricos e impacientes. Por outro lado eles são ousados, flexíveis, adaptáveis, tecnológicos e abraçam a diversidade. A polêmica reveste qualquer discussão sobre a geração Y.

Independentemente da opinião de cada um, a certeza é que os millennials formam uma geração que vive em pleno paradoxo. Trabalhar com essa geração é sinônimo de desconforto constante. Uma pesquisa mostrou que dois entre cada três millennials pensam em deixar o emprego nos próximos três anos. Ou seja, sabe aquele jovem que senta do seu lado no trabalho? Ele não para de pensar em mudar de emprego.

Nesse vídeo eu conto um pouco mais sobre os millennials. Só espero que ninguém fique enfezado comigo.

No final, eu dou alguns conselhos para quem é millennial, chefe de millennial e executivo de empresa. Seria legal saber a sua opinião. Deixe nos comentários.


  
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segunda-feira, 15 de agosto de 2016

Todos seremos YouTubers




Tudo começou ano passado, quando meu filho me apresentou o Casey Neitast, um dos maiores fenômenos do YouTube em 2015. Ele me mostrou um vídeo dele e nunca mais deixei de acompanhá-lo. Casey é realmente um caso único, ele publica um vídeo por dia desde o início, sempre de alta qualidade. Hoje, tem quase quatro milhões de seguidores e cresce a uma taxa de 10 mil novos seguidores por dia!!! Sim!!! 10 mil novos assinantes de seu canal por dia!
   
Desde então passei a assistir esporadicamente alguns outros YouTubers. Conheci a Jout Jout, magnetismo puro, o Louis Colen e o maravilhoso canal Post Modern Jukebox. Assim atravessei os primeiros meses de 2016… mas algo começou a acontecer a partir de maio.
   
Em meados de maio, eu recebi um convite para um Festival de YouTubers patrocinado pela Coca-Cola e Vevo. Ôpa, se tem Coca-Cola e Vevo então deve ser coisa boa. Era um convite individual e falava em seis nomes que eu não tinha ideia de quem eram: Sofia Oliveira, Tauz, Gabi Luthai, Mariana Nolasco, Mussoumano e um tal de Whindersson Nunes.



Como posso ser convidado para um festival e não conhecer nenhuma das estrelas? Isso era inadmissível. E lá fui eu atrás do Whindersson Nunes. Entrei no YouTube para conhecê-lo. Digitei seu nome na linha do Google e apareceram milhões de entradas. Loucura !! Assisti ao vídeo de boas vindas dele e a primeira impressão não foi legal. Mas aí eu assisti mais um vídeo, o segundo, o terceiro… e me juntei ao país que segue o Whindersson. Quando entrei para vê-lo, ele tinha 8.798.341 seguidores, e segundos depois ele já tinha 8.798.342: era eu! Hoje, pouco tempo depois, ele tem quase 11 milhões de seguidores. O país segue Whindersson.
  
Em junho, o avião pousa em Sampa para uma semana de trabalho e eu me deparo com todos os relógios nas ruas da cidade veiculando publicidade de YouTubers. A querida Jout Jout, que tanto sigo e admiro, estava lá, olhando para mim em cada esquina. Aquilo não era algo comum. Publicidade é para artistas de TV, não para YouTubers. Olha o preconceito me dominando!
  
Veio o final de semana, ainda em São Paulo, e decido passear na feira de antiguidades da praça Benedito Calixto. Surpreendentemente eu avisto numa das barracas a Jout Jout com o seu Caio. Eu e minha esposa ficamos entusiasmados e fomos lá namorar a Jou Jout e o Caio, que nos receberam quase como membros honorários de sua família. Ficamos encantados!!! Aliás, até agora estamos encantados ainda com aquele singelo encontro. Vivemos a sensação de termos encontrado amigos de longa data. Tiramos fotos e pajeamos a Jout Jou como não faríamos com qualquer artista da Globo.

Ainda em junho (junho foi um mês fértil!!!) leio que vários YouTubers foram convidados para a Bienal do Livro 2016 em São Paulo, que vai rolar de 26 de agosto a 4 de setembro. Explorando a notícia lida, descubro que YouTubers estão se tornando autores de livros e obtendo sucesso, tornando-se verdadeiros influenciadores muito além dos vídeos que produzem. Por outro lado, autoras juvenis como Thalita Rebouças e Paula Pimenta, que já são conhecidas por seus livros impressos, também estão explodindo com seus textos em blogs e redes sociais. Está tudo se misturando!
  
Em determinado momento, me falaram que eu precisava conhecer a Thaynara OG no Snapchat. Me disseram que ela tem mais de um milhão de seguidores no aplicativo, publicando fotos e vídeos, todos os dias, que desaparecem em 24 horas. E lá fui eu buscar a Thaynara OG. Li numa matéria em jornal que ela tem cerca de 400 mil visualizações diariamente no Snapchat. Como posso ter vivido a minha vida toda sem conhecer a Thaynara OG? Agora me juntei à tribo da Thaynara OG. Não sei bem o motivo, mas não dá para entrar no Snapchat sem saber o que ela está fazendo. Ahhh, e ela também tem mais de um milhão de seguidores no Instagram.
  
Início de julho, ao abrir uma revista qualquer, me deparo com um anúncio de página inteira falando do lançamento do ano: o álbum de figurinhas Capricho YouTubers, os 17 nomes que estão bombando nas redes agora em figurinhas para nós colecionarmos. O primeiro álbum com tecnologia “mobile view“. Uau!! Vou ter acesso a fotos exclusivas e vídeos inéditos dos nossos ídolos no celular!



Final de julho, a Snack publicou um ranking dos Top 10 YouTubers do mundo. Nessa super lista aparecem quatro YouTubers brasileiros. E lá está o Whindersson Nunes de novo, em segundo lugar. Em seguida, surge o Felipe Neto na terceira posição. A pesquisa, realizada em junho, não é um ranking montado apenas com base no número absoluto de inscritos no canal, mas considera poder de influência, métricas de engajamento (comentários, likes e compartilhamentos), visualizações, frequência de publicação, atividade do canal e outros pontos. Ou seja, estamos falando de campeões de influência e engajamento no mundo digital.



 Nelson Botega, sócio e fundador da Snack afirmou: “Ter dois dos três YouTubers mais influentes no mundo só mostra a força e o tamanho do mercado de vídeo online no país. Uma marca que queira atingir o coração da audiência não pode estar fora desse universo”. Ele está super certo. Não dá para ficar indiferente ao que está acontecendo. Esse não é um fenômeno efêmero.  Tem uma mudança enorme acontecendo e precisamos entender o que é isso.
   
Atualmente o YouTube tem mais de um bilhão de usuários. Centenas de milhões de horas de vídeos são visualizadas a cada dia. O crescimento no tempo de visualização no YouTube tem acelerado e crescido a uma taxa de 50% ou mais nos últimos três anos, enquanto o número de pessoas assistindo à rede social tem aumentado em 40% y/y desde março de 2014. Essas são estatísticas providas pelo próprio YouTube e que mostram a força do meio.
   
Para a grande maioria das pessoas, criar um canal no YouTube ainda é uma atividade informal e despida de grandes expectativas. Você automaticamente se transforma num YouTuber ao publicar conteúdo regularmente em seu canal, mas alcançar sucesso de audiência exige muito mais do que sorte. Muitos olham os YouTubers famosos de forma negligente, mas esse é um viés equivocado de olhar o que está ocorrendo. Muitos dos Top YouTubers são talentosos, criativos, ousados, excepcionais comunicadores e produzem conteúdo de valor. Você pode até não gostar do estilo de alguns deles, ironizar o valor do conteúdo produzido, mas esteja certo de que eles não estão alcançando o sucesso de forma casual. Isso pode ter acontecido no início da decolagem de alguns canais, mas depois o sucesso veio através de muito esforço, ralação, seriedade, ousadia e passos muito bem planejados.
   
Por fim, lendo uma matéria na Exame Online, descobri que o Whinderson Nunes tem uma receita anual de até U$ 2,9 milhões. Fiquei motivado. Descobri que nasci para ser YouTuber. Olhando os números no dia em que escrevo esse post, eu já tenho o meu canal com 1.315 inscritos. Whindersson, prepare-se, tô chegando !


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quarta-feira, 3 de agosto de 2016

Os executivos desaprenderam a pensar

Esta é uma provocação sobre a agenda dos executivos, mas provavelmente você vai se identificar com tudo que falo abaixo.

Vivemos uma época em que todos falam de inovação e criatividade dentro das empresas, para isso é fácil constatar que precisamos trabalhar diferente, a começar pela agenda dos executivos. Num evento recente de mercado do qual eu participei, durante um café com vários executivos, o papo foi a velha discussão da agenda lotada de todos. Todos, sem exceção, reclamando da falta de tempo, da agenda extenuante e da tungada na vida pessoal por conta da loucura da vida profissional. Por outro lado, todos falando também da necessidade de inovar e fazer coisas diferentes.

Posso ser simplista aqui, mas tudo começa pela agenda de cada um de nós. Tipicamente, negligenciamos o poder que temos de montar conscientemente a agenda diária de trabalho que precisamos. O segredo do sucesso ou do fracasso começa nela. A sua capacidade de se desenvolver, inovar e pensar diferente precisa de espaço na agenda.

A maioria dos executivos tem dificuldade em lidar com agendas vazias. A rotina dessa turma inclui muitas horas montando relatórios, apagando incêndios, respondendo e-mails, muitas vezes irrelevantes, participando de reuniões intermináveis, ou seja, é um festival de tempo perdido. Aceitemos ou não, mas a cultura corporativa das empresas, em geral, está impregnada de amor pela hierarquia e de excesso de controles. A culpa disso tudo é dos executivos.

O que vou falar a seguir vale para todos os perfis de empresas, de qualquer segmento, de qualquer tamanho. Eu conheço executivos que delegam a sua agenda totalmente para a secretária, que vivem com a sensação de estarem sendo improdutivos quando a agenda está vazia, que vivem trancados em salas de reunião e não conseguem circular pela organização para falar com as pessoas ou com seus clientes. São executivos que não fazem reuniões com eles próprios… sozinhos! São líderes que não têm espaço na agenda para pensar. Quando o espaço surge, quase que por encanto, eles são usados para ver e-mails. Uma grande parte desses líderes afirma que a vida de executivo é assim mesmo: “agenda cheia e sem vida pessoal”. São gestores que adoram controle e, por isso, a agenda fica cheia de reuniões para controlar as coisas, para rever planilhas de projetos repletas de células com responsáveis, datas, prazos e status. Essa é uma rotina interminável, porque por trás de uma planilha, sempre tem outra planilha.

Mas qual é o caminho? A resposta está em duas palavras: desapego e coragem!

Desapego! Palavrinha que não aparece muito no dicionário corporativo. O segredo de uma agenda livre começa pelo executivo ter desapego por saber de tudo que está acontecendo em sua organização, desapego por planilhas, que muitas vezes nem entendemos direito, desapego por apresentações em powerpoint longas e complexas… enfim, desapego por tudo que esteja relacionado com controle excessivo. O controle é diretamente proporcional à falta de confiança nos subordinados e à tradicional dificuldade de delegar. Outras vezes é o velho cacoete do chefe querer por a mão na massa por achar que faz melhor que o seu time. Tudo isso tem por trás a obsessão de saber tudo que rola… nos mínimos detalhes.

A coragem caminha junto com o desapego. Estou falando da coragem de dizer “não sei” para o chefe quando ele pergunta sobre alguma coisa que está acontecendo na sua área e você diz “não sei” com naturalidade e segurança, sem dor na consciência, com a simplicidade de um monge indiano. Coragem para delegar o projeto mais importante da sua área para o seu time e deixá-lo trabalhar sem encher o saco. Coragem para aceitar fracassos e erros dos subordinados, pois isso faz parte do processo de evolução da organização. De forma geral, as organizações lidam muito mal com os fracassos. Todos abraçam a inovação e a criatividade, desde que não fracassem, não é mesmo?

Muitas vezes a sua agenda reflete a agenda do seu chefe. Se você tem um chefe inspirador, visionário, que gosta de pensar diferente, provavelmente, a sua agenda segue esse curso. Mas se você tem um chefe controlador, que adora saber tudo que você faz em detalhes insuportáveis, certamente a sua agenda está carregada de revisões e preparações de relatórios e apresentações sem fim. Onde está a sua coragem para não aceitar integralmente o estilo imposto por seu chefe? Tenha personalidade, desenvolva um relacionamento com o seu chefe e com o seu time em cima de critérios que você avalia como o melhor para todos. Ajude a mudar o curso das coisas. Não aceitar o curso do rio nem sempre é fácil e exige coragem.

Tudo isso, de alguma forma, gera consequências na sua agenda de trabalho. Ela é o reflexo do somatório de todas essas influências. O Santo Graal é uma agenda mais equilibrada, que permita tempo para respirar, se reciclar, rever prioridades e obter melhor equilíbrio com sua vida pessoal.

Aqui cabe um ponto fundamental. Uma agenda cheia não é sinônimo do capeta e não necessariamente significa inibição da criatividade e da inovação, o importante é que ela tenha espaços fartos e longos para você pensar diferente. O segredo não é você descobrir e ocupar os buracos na sua agenda… mas sim criar buracos, esse é o segredo. Crie espaços para conversar com pessoas que você não conversa normalmente, para ler publicações e artigos sobre coisas totalmente fora da sua área de atuação, que você nunca leria a pedido de seu chefe ou por iniciativa própria. Crie espaços para aprender coisas novas ou desaprender as coisas que você sabe. Espaço na agenda significa espaço para as ideias surgirem e descobrir novas possibilidades.

Em resumo, agenda mais vazia significa você navegar nas coisas com um nível de conhecimento mais baixo e com menor controle, com desapego e com a segurança de que está fazendo a coisa certa. Agenda vazia significa delegar mais e confiar no time, representa espaço disponível para inovar e pensar. Esses são os desafios, sacou?

Eu convivo com esses desafios o tempo todo. Propositadamente, eu tomo a iniciativa de bloquear partes da minha agenda diária para funcionarem como uma espécie de respiro, que às vezes são usadas para atacar as urgências, me renovar mentalmente ou fazer coisas completamente fora do radar. Eu decido na hora. Eu gosto de ler e pensar com fone de ouvido na cabeça ouvindo música clássica, conversar com pessoas que não conheço e entrar em coisas que eu não deveria estar. Isso me expõe a situações completamente diferentes e me desenvolve. Parece um pouco irresponsável, até caótico, talvez seja mesmo.

Por algum motivo que não sei explicar bem, nós vivemos numa época em que os gerentes não reconhecem a atividade de “refletir e pensar” como parte essencial de seu trabalho e responsabilidade. Existe um foco obsessivo na execução, especialmente nas grandes organizações. Quem afirma isso é o excelente artigo do MIT chamado “The Lost Art of Thinking in Large Organizations”, que apresenta uma ótima reflexão a respeito desse fenômeno. A arte de pensar exige uma boa dose de incerteza e ambiguidade, características que os executivos e organizações rejeitam, especialmente porque o mundo dos negócios celebra os líderes vencedores, que têm respostas assertivas e que se comportam como  “senhores de si”. Expressões como “não sei” e “talvez” têm pouco espaço nas salas de decisão das empresas.

Infelizmente, os novos executivos aprendem com os velhos executivos. A nova turma executiva que vem por aí tende a repetir as coisas e o comportamento dos mais antigos e experientes. Assim se forjam os novos líderes. Já ouvi executivos de várias empresas diferentes, grandes e pequenas, falando para mim que ter a agenda muito livre pega mal. O que os outros vão pensar de mim? É preciso estar atarefado e com a agenda cheia, mostrando que a organização é demandante e que somos uma peça fundamental na engrenagem organizacional. Enfim, se o executivo não segue esse padrão, ele pode ser considerado como alguém fora do grupo.  Inconscientemente ou não, ele age como os outros. Repetimos padrões sem entender muito bem o motivo e sem sentir, mas no fundo não queremos nos sentir diferentes ou excluídos.

Essa tendência de repetir comportamentos me lembra um experimento que bombou nas redes sociais chamado “Conformidade Social“. O experimento ocorre numa sala de espera e uma mulher repete os movimentos sem sentido que o grupo executa. O ambiente e o contexto provocam uma pressão do grupo sobre ela, que tende a agir em conformidade com as expectativas esperadas de quem está na sala. Vale muito a pena ver esse pequeno vídeo de menos de 4 minutos. Substitua esse cenário por outros grupos e você verá que o esse tipo de comportamento é muito mais comum do que imaginamos.



Não leve toda essa minha longa reflexão tão a sério.

Obviamente que o mundo vive hoje uma explosão de executivos inovadores e empreendedores, com muitas empresas inovando radicalmente e muitos modelos de negócios sendo repensados. Existe muita gente boa no comando das empresas e desafiando o status quo. Eu mesmo trabalho numa empresa super inovadora, que se reinventa constantemente e que investe uma fortuna em inovação anualmente. Essas coisas não acontecem por acaso, acontecem por conta de líderes que quebram as regras e se jogam em abismos sem ter certeza de onde eles terminam. O desafio é a multiplicação desses gremlins executivos dentro das organizações, de forma que modelos tradicionais de trabalho e de hierarquia sejam repensados diante da sociedade em que vivemos hoje.

A transformação da liderança das empresas, incluindo desde o primeiro escalão até o escalão mais perto do chão de fábrica, não acontecerá somente por uma mudança de postura ou comportamento, não basta somente vontade de mudar, mas carrega elementos de transformação cultural, de regras e leis da sociedade nos âmbitos social e econômico. Enfim, a agenda é apenas um pequeno elemento em toda essa onda. Mas quer saber? De tudo isso que falei, a sua agenda é a única coisa que está sob seu total controle. Portanto, se não dá para fazer todas as mudanças, que tal começar repensando a sua agenda de amanhã?


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segunda-feira, 25 de julho de 2016

Fui para ser mentor e acabei sendo mentorizado

  
Na noite de 21 de julho, participei do Circuito Startup, no Rio de Janeiro. Basicamente é uma maratona de eventos no formato happy hour onde um monte de gente com ideias e sonhos se juntam: empreendedores, investidores (em startups), desenvolvedores, prestadores de serviço, incubadoras, aceleradoras de negócios, mídia e interessados… todos buscando iniciar e alavancar seus projetos. É um ambiente absolutamente diverso, gente de todo tipo, de todas as idades, com cabeças repletas de ideias, pessoas de diferentes origens, formações, experiências e expectativas… um mosaico incrível e difícil de descrever.
   
Descobri ideias muito doidas, mas outras incríveis. Quer ver algumas?:
– gerador eólico para aeroportos, no qual o vento vem dos próprios aviões nos pousos e decolagens;
– aplicativo, para os amantes de dança, que faz o match de pessoas procurando parceiros para dançar, além do mapeamento de todos os eventos de dança pela cidade;
– um canal no YouTube que é uma espécie de Netflix, com oito gêneros diferentes e com filmes super bem produzidos que contam uma história completa em até cinco minutos.
 
A noite começa com as pessoas fazendo pitches de, no máximo, três minutos. O mediador, às vezes, dá uma colher de chá e deixa o pessoal estourar o tempo. Por outro lado, quando a apresentação está desestruturada e com pouca objetividade, o mediador ajuda. Ali, rolam pessoas apresentando ideias, embrionárias ou já em estágio avançado de execução, prestadores de serviços oferecendo algum serviço diferenciado, entidades de todos os tipos que têm interesse em se juntar ou investir em negócios, enfim, é uma sequência quase aleatória de pessoas falando, contando histórias, sonhos e projetos. Um reality show da diversidade do empreendedorismo no nosso País. Fiquei fascinado com a experiência.
 
Depois da sequência de apresentações, se abrem as sessões de mentorização. Os mentores ficam sentados em mesas, com etiquetas mostrando as suas respectivas áreas de competência, e as pessoas circulam aleatoriamente entre as mesas para conversar sobre suas ideias. As conversas podem durar de um até muitos minutos. Minha área de experiência era marketing, portanto, quando as pessoas sentavam comigo iniciavam com esse foco, mas em pouco tempo estávamos falando sobre tudo: planejamento, estruturação do negócio, busca de investimento, parceiros etc. Esse foi um exercício de ouro para mim.
 
Saí mentalmente esgotado do evento. Adorei a experiência, mas o nível de complexidade das conversas é uma loucura. Você fala com pessoas super bem estruturadas, mas também com pessoas totalmente piradas e com ideias ainda muito vagas, porém, encantadoras. O nível de abstração, às vezes, é louco. Por outro lado, muitas das perguntas que surgem colocam você numa sinuca, porque você não tem ideia da resposta, mas o cara está lá, olhando para você e pedindo uma luz, uma dica ou um insight. Isso mexeu com regiões do meu cérebro que acho que nunca foram tocadas, ainda mais porque apareciam temas sobre os quais eu não tinha nenhum conhecimento.
 
Essa não foi a minha primeira experiência desse tipo. Já participei de várias outras com a mesma pegada e propósito, como hackathons. Ser submetido a esses exercícios é tão legal, tão intenso e tão desafiador, que todo profissional de desenvolvimento de negócios e de marketing deveria se submeter a isso de vez em quando. É um desafio enorme e você sai de lá amassado depois de tantos estímulos inovadores concentrados em poucas horas. É um desenvolvimento mental muito saudável.
 
Foi revigorante ter participado daquela noite (saí de lá depois das 23 horas) numa fase em que a gente só vê notícias ruins no Brasil. Tem muita gente pensando, criando e com ideias incríveis neste País. São essas pessoas que podem ajudar a virar o jogo. Eu fui lá para ser mentor, ajudar as pessoas a estruturarem seus projetos, dar orientação e até colocar mais minhoca na cabeça dos outros. Enfim, fui para mentorizar… mas quem saiu mentorizado fui eu.


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quarta-feira, 20 de julho de 2016

Inteligência Artificial está chegando - Uma conversa com o Dino

 
A inteligência artificial e a computação cognitiva estão chegando em alta velocidade e vão invadir o nosso dia a dia. Conheça aqui o Dino, o brinquedo cognitivo que tem conversas inteligentes com crianças.

Dino é um Cognitoy da linha de brinquedos inteligentes da Elemental Path e, por enquanto, somente é vendido nos Estados Unidos. Ele utiliza o Watson, tecnologia cognitiva capaz de interagir, entender linguagens, aprender novas habilidades e raciocinar como seres humanos. Dino é o exemplo perfeito da era da inteligência artificial e da computação cognitiva em nossas mãos.

Hoje ele fala somente inglês e é voltado para crianças, imagine o Dino falando diversos idiomas e sendo expert em várias áreas do conhecimento humano. A sociedade vai mudar radicalmente, o mercado de trabalho também, com o surgimento e a transformação de muitas profissões.
     


 
   
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terça-feira, 28 de junho de 2016

Orgulho LGBT - Dia 28 de junho

 Dia 28 de junho é o dia do Orgulho LGBT.
Mas você sabe por que usamos a palavra "orgulho"? E por que dia 28 de junho?

 
   
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segunda-feira, 20 de junho de 2016

O que você não viu no vídeo que superou os 150 milhões de views no Facebook

Por que o efêmero vídeo de Candace Payne explodiu na internet? O que está por trás desse novo fenômeno das redes sociais? É intrigante como algo tão comum chegou aonde chegou. Aqui eu tento explicar isso e dar o meu ponto de vista sobre o caso. Quando o vídeo de Candace apareceu, eu esperei num canto para ver até onde iria, antes de tentar entender o que estava acontecendo. Portanto, propositadamente, eu aguardei alguns dias antes de escrever esse post.

Você não sabe quem é Candace Payne? Aqui vai um super resumo.
Essa senhora norte-americana de 37 anos publicou um vídeo no Facebook no dia 19 de maio, às 15:24 h. Aproximadamente 7 horas depois, ainda no mesmo dia, o seu vídeo já havia superado um milhão de views. Ela, no vídeo gravado no smartphone e postado ainda dentro do carro no estacionamento da loja, falou algo mais ou menos assim: “Eu gostaria de dizer que comprei isto para o meu filho, é algo que ele realmente deseja. E vou ser honesta, ele provavelmente confiscará isso… entretanto, isso é meu porque eu comprei e vou manter isso como meu”. E aí veste a máscara do Chewbacca, continua falando para a câmera e não para mais de gargalhar. É contagiante, infantil e autêntico. É quase impossível não gargalhar junto. Veja o vídeo e tente não embarcar na onda.


    
A explosão foi imediata. Quando escrevo esse post, o vídeo de Candace no YouTube está com inacreditáveis 157 milhões de views e mais de 3,3 milhões de compartilhamentos. Digite o nome dessa senhora na linha de busca do Google e aparecerão aproximadamente 600 mil resultados. O número de acessos em sua página no Facebook foi para a estratosfera.
Alguns de seus posts têm milhões de visualizações e dezenas de milhares de “likes”.  Surgiram milhares de vídeos sobre ela e a máscara sonora do Chewbacca, muitos deles com dezenas e centenas de milhares de views, alguns na casa dos milhões. A loja onde Candace comprou a máscara, a Kohl’s, tomou carona e fez uma ação oportunista de marketing via vídeo… e tal vídeo já ultrapassou 33 milhões de views. Tudo relativo ao caso surge com largos números e superlativos.


    
A máscara do Chewbacca da Hasbro está esgotada. Tudo foi vendido e agora virou peça rara, só encontrada em alguns fóruns especiais com preços marcianos.
Candace foi convidada para programas de TV, como o Entertainment Tonight, Good Morning America, The Late Show with James Corden e vários outros. Ela esteve com J.J. Abrams, o diretor do filme mais recente da saga Star Wars. Ela visitou o estúdio da LucasFilm em San Francisco. Candace também foi convidada por Mark Zuckerberg para visitar a sede do Facebook, especialmente porque o seu vídeo registrou o número recorde de acessos dentro dessa rede social. No Facebook, ela foi recebida com festa destinada às celebridades e parece que se divertiu bastante. Mark postou sobre sua visita. Tudo isso aconteceu em poucos dias, como um tsunami.

Porém, como qualquer nova celebridade que aparece no pedaço, Candace está tendo a sua vida completamente radiografada por todos os lados, com notícias denunciando fatos de sua infância, família, preferências, virtudes, mazelas e confidências. Já falam de seu marido, de seus filhos e de suas experiências na universidade. Enfim, Candace virou figura pública.

Como pode algo tão efêmero se transformar em um fenômeno mundial quase sem precedentes? O que está por trás do caso de Candace Payne?

A resposta parece ser simples e óbvia: ocorreu um alinhamento de uma série de coisas que fizeram o vídeo ganhar interesse. Concordo com essa resposta, mas ela não é suficiente para justificar que mais de 150 milhões de pessoas tenham tido a curiosidade de assistir Candace gargalhando com uma máscara no rosto e milhões tenham compartilhado o vídeo. O fato é que não estamos exatamente diante de uma pessoa comum e nem as condições eram tão desfavoráveis assim para o crescimento da audiência do vídeo. Aqui estão alguns elementos que criaram a mágica de tudo isso.

1- Empatia
Ela parece ser uma pessoa como eu e como você. Ela realmente não é uma super star e nem uma celebridade. Ela zomba de si mesma por ser gordinha. A situação de estar num carro dentro do estacionamento é rotineira e do cotidiano. Ela age como se estivesse contando uma confidência no vídeo, quase um segredo. Também não esconde o fato de que ela comprou a máscara para si mesma e não para os seus filhos, ou seja, é um adulto agindo como criança dentro do carro num estacionamento. Tudo isso cria uma identificação das pessoas com ela. Estamos falando aqui de empatia.

2- Suspense
O fato de ela falar que tem um segredo, cria curiosidade. Ao mostrar que tem relação com Star Wars, ela aumenta o suspense e a curiosidade do ouvinte por saber o que ela tem mãos que tem tanto valor para ela. Isso tudo prende o ouvinte até o segredo ser desfeito. Nesse momento você já está dominado pelo encantamento dela, especialmente por conta do suspense criado.

3- Inocência
O momento de Candace é um momento efêmero e de felicidade pura. Muitas pessoas podem ter curtido porque gostariam de ter a inocência, o desprendimento e a alegria de Candace. As pessoas adoram isso. Muitos viram até o final para ver até onde iria aquela alegria toda.

4- É Star Wars!!
Candace não tem uma máscara qualquer em mãos. Chewbacca é um dos personagens mais amados da série Star Wars. O seu rugido trouxe diversão e surpresa ao vídeo. Não negligencie o fato de a máscara ser do Chewbacca; tudo que se refere a Stars Wars parece ter o toque de Midas. Experimente colocar nas mãos de Candace uma máscara do Saci Pererê e veja o que acontece. Certamente o fato de ser o Chewbacca fez diferença.

As razões acima são evidentes, acho que todos concordamos com elas, mas estou convencido que existem outros motivos que potencializaram o número de views:

1- Candace é uma pessoa talentosa
Ela é encantadora, carismática e genuína. Sua gargalhada é encantadora e crível. A leveza e a alegria de Candace são contagiantes. É impossível ver o vídeo sem sorrir, mesmo que você fique se perguntando: “Por que eu estou perdendo tempo vendo isso?”. Ela fala da família e um pouco de si antes de contar o que tem para contar, evidencia que é geek e monta o contexto. Ela leva o ouvinte a pensar que ela é pouquinho louca e fora de regras, por falar “sozinha” dentro do carro num estacionamento. Pergunta para o ouvinte se a palavra “confiscar” está correta reforçando o conceito de uma pessoa comum que também se confunde com as palavras. Ela é uma contadora de histórias, o vídeo tem um roteiro perfeito, com todos os elementos fundamentais de um bom storytelling. Nesse vídeo ela construiu conscientemente um clima de suspense e manteve a curiosidade sobre Star Wars desde o início. Eu diria que a espontaneidade que ela apresenta no vídeo é uma espontaneidade dirigida, ela sabia o que estava fazendo. Esse não foi o primeiro vídeo de Candace. Se olharmos a timeline de seu Facebook verificaremos que ela já vem postando vídeos e conversando com seus seguidores já há algum tempo. Ao longo do tempo ela evoluiu no uso da câmera e nas gravações em vídeo. Veja as entrevistas que ela deu na TV depois do sucesso do vídeo e você verá uma pessoa eloquente, que tem domínio de câmera, da voz e da pegada de contar uma história. Estamos diante de uma pessoa treinada em fazer vídeos… espontâneos. Ou seja, Candace é uma pessoa talentosa, quase uma atriz, ela sabe atuar bem e sabe construir as mensagens.

2- Candace tem forte atividade comunitária
Candace é texana, muito religiosa, super ativa em sua comunidade e no Facebook, publicando e compartilhando muito conteúdo frente à sua comunidade. Esta sua atividade ajudou a construir a sua reputação perante um grande número de pessoas, que já a seguiam no Facebook antes do vídeo explodir. Portanto, sua atuação junto à comunidade merece ser destacada, conversando de forma transparente sobre as coisas que acontecem cotidianamente em sua vida, publicando conteúdo positivo e alegre, compartilhando sua fé religiosa e criando vínculos fortes. Ou seja, Candace já vinha investindo seu tempo e criatividade para crescer sua imagem perante a comunidade que a seguia dentro da rede social, com um número considerável de admiradores, e foi isso que gerou a massa crítica mínima suficiente para fazer crescer exponencialmente a visibilidade de seu vídeo. A comunidade reagiu e deu um bom empurrão inicial para a viralização do vídeo, compartilhando-o intensamente com suas conexões.

3- Candace é produtora intensiva e experiente de conteúdo digital
Antes do vídeo explosivo, Candace já havia publicado aproximadamente 50 vídeos em sua timeline no Facebook. Ela não tem receio de fazer e experimentar coisas, ela vai lá e faz. Ela publica com regularidade todo tipo de conteúdo, suas opiniões, preferências, com transparência e ingenuidade. Ao longo do tempo ela foi conquistando milhares de seguidores, evoluiu aprendendo o que postar, como postar e o que provoca mais reações de curtir e comentários. Ela criou um estilo próprio, que é procurar divertir as pessoas, isso fica evidente em sua timeline. Ou seja, Candace não é uma usuária inexperiente e inativa nas redes sociais, ela não é igual a maior parte dos usuários do Facebook que apenas consomem conteúdo e que de vez em quando curtem alguma coisa. Ela é exatamente o oposto. Ela produz conteúdo digital regularmente, postando textos, imagens e vídeos. Ela aprendeu a contar histórias e a evidente evolução de seus seguidores mostra o seu progresso como contadora de histórias. Ela construiu uma audiência que parece motivada em compartilhar o que ela cria e publica.

Por fim, e isso é mera especulação de minha parte, eu acredito que a turma do Facebook identificou os primeiros estágios de crescimento do tráfego desse vídeo identificado-o como um tesouro em potencial. Então por que não ajudá-lo? Por que não dar mais exposição e fazer os algoritmos ajudá-lo um pouquinho? Por que não fazer a máquina de PR dar um pouco de visibilidade para ele? Enfim, acredito que tenha ocorrido dentro do Facebook uma motivação em ajudar intencionalmente o crescimento no número de views do vídeo.

Como curiosidade, a paixão de Candace por Star Wars e Chewbacca não é de hoje. A timeline dela no Facebook denuncia isso. Veja que ela postou uma foto dela usando uma máscara do personagem abril, no aniversário de um de seus filhos. Ela realmente gosta do Chewbacca. O fato de ela “roubar” a máscara do filho não foi algo fugaz ou forçado, ela realmente gosta do cara peludo.

Você pode até não concordar comigo, mas vejo o caso de Candace Payne como consequência de um alinhamento perfeito de estrelas, um exemplo perfeito de storytelling, somado a uma pessoa extremamente talentosa, ativista digital, que já tinha um significativo número de seguidores e um desejo enorme de um monte de gente para ver esse vídeo explodir, inclusive do próprio Facebook, como já citado acima.  Parabéns, Candace, a Força está com você!

Saiba mais do caso nos links abaixo.
Agradeço imensamente aos meus amigos no Facebook que postaram em minha timeline suas percepções e leituras a respeito desse caso. Isso me ajudou muito a montar a minha própria interpretação e análise do caso.

Why a Woman Putting on a Chewbacca Mask Is Facebook Live’s Most-Watched Video Ever.

Why ‘Chewbacca Mask Mom’ Is The Most Famous Haul Video To Date.
 
The Amazing Full Story Behind The Latest Viral Phenomenon: Chewbacca Lady.
 
Alright, Enough Already with the Damn “Chewbacca Mom“.
 
Why Chewbacca and Candace Payne were Destined for Stardom, and the Real Content Marketing Takeaways Behind this Success.



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segunda-feira, 30 de maio de 2016

Dá vontade de explodir tudo pra começar de novo


Aí o CMO de uma grande empresa norte-americana virou para mim e falou: “Eu reconheço que o marketing nunca teve tantas ferramentas para conhecer melhor os clientes e entregar experiências diferenciadas, mas o fato é que eu não aguento mais construir barraquinhos na minha operação. Eu virei um integrador de coisas. Estou o tempo todo tentando colar as coisas. Eu preciso parar e reestruturar toda a área de marketing, essa será a única forma de construirmos algo que permita realmente darmos um salto quântico em nossa operação e na forma como fazemos marketing. Dá vontade de explodir tudo pra começar tudo de novo”. E sorriu um sorriso sem graça.

Nós éramos oito pessoas na mesa do café da manhã, sendo metade de brasileiros e a outra metade de nacionalidades diversas. Estávamos juntos naquela mesa por acaso, chegamos para o café da manhã e procuramos lugares livres nas dezenas de mesas disponíveis. O motivo de estarmos ali era o mesmo de todos: conhecer as mais novas e modernas ferramentas de marketing disponíveis, especialmente aquelas voltadas para relacionamento com clientes. O evento era o Amplify 2016, ocorrido em Tampa, Estados Unidos, de 16 a 18 de maio.

Meu novo amigo CMO norte-americano, de coração aberto, compartilhou as suas dores e ansiedades ali para um monte de desconhecidos. Ficou evidente a identificação daquela turma com quem falava na mesa, com cabeças balançando afirmativamente e testas franzidas, mostrando desconforto e apreensão.

Soluções avançadas de análise de dados para conhecer e entender melhor o cliente, prover experiências digitais diferenciadas e personalizadas e desenvolver conteúdo dinâmico e relevante foram as coisas que carreguei ao sair dos três dias de evento. Também saí com a certeza de que a equação tradicional do omnichannel mudou; em vez de o digital complementar o mundo físico, estamos diante de um mundo onde o digital e a mobilidade total serão os carros-chefes e o físico será complementar. Enfim, uma mudança simples na equação, mas que faz a nossa vida em marketing ficar de pernas pro ar.

O fato do evento ocorrer nos Estados Unidos já tinha criado uma tremenda expectativa, afinal é lá que muitas das inovações em marketing nascem. Ouvi falar muito em “real time personalization”, mas como fazer isso quando a empresa tem centenas de milhares ou milhões de consumidores? Só mesmo fazendo uso de tecnologia e ferramentas escaláveis, que permitam lidar com milhões de transações simultaneamente. O conteúdo no seu site pode mudar conforme o perfil do cliente, ou seja, o mesmo produto pode ser mostrado de formas diferentes conforme a individualidade do consumidor.

Ouvi pela primeira vez a expressão “anomaly detection”, que é quando consumidores apresentam comportamentos específicos que sinalizam estarem saindo da jornada esperada ou que algo muito especial está acontecendo. Por exemplo, quando o seu produto não tem as cores que os clientes desejam e você consegue identificar isso em tempo real em função do comportamento que eles demonstram ao interagir com o seu site de e-commerce. Ou seja, não é preciso esperar o estoque encalhar para tomar uma ação.

Adorei uma expressão que peguei no meio das conversas: “jornada dinâmica do cliente”. Basicamente, significa que nós em marketing podemos até desenhar a jornada do cliente, mas no mundo atual, com tantos canais de interação e conteúdo, cada cliente tem a sua própria jornada, portanto, a criação da jornada é dinâmica, sendo necessário mapear em tempo real o relacionamento do consumidor com a marca e recriar, a todo momento, a sua jornada.

Também aprendi que, apesar de falarmos o tempo todo em soluções tecnológicas, o líder de marketing não precisa ser um expert em tecnologia. As soluções que surgem são cada vez mais amigáveis em termos de instalação e uso. A grande maioria delas é oferecida como serviços na nuvem, permitindo que os CMOS implementem tais soluções sem depender do CIO ou da TI da própria empresa, trazendo velocidade, flexibilidade, escalabilidade e independência para a operação de marketing. Aliás, essa questão de independência de TI foi algo que ouvi recorrentemente nos corredores do evento em Tampa.

Tudo caminha para o marketing se tornar menos empírico do que sempre foi. Obviamente, ainda existe um componente emocional e intangível muito importante, especialmente nas atividades ligadas ao branding, mas as atividades relacionadas à geração de demanda e à experiência do cliente estão se tornando mais racionais do que nunca, podendo ser mensuradas e planejadas de uma forma jamais realizada antes.

Hoje, é possível mapear todas as interações dos consumidores com a marca, entender suas preferências individuais, sua navegação e interesses dentro do mundo digital, seus canais prediletos, suas atividades nas redes sociais e juntar tudo isso para conhecê-lo melhor e oferecer uma experiência individual. É possível desenhar uma jornada individual dinâmica para cada cliente, em grande escala e de forma massiva. Estamos em outra era e estamos apenas no começo dela.

Curta abaixo o vídeo que eu mesmo montei da minha experiência no evento. Acho que você vai curtir. Foram quase três mil participantes, todos de marketing.


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